STJ mantém jogo Vasco x Boca Juniors no Maracanã após recusa de pedido de Flamengo e Fluminense
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não atendeu ao pedido apresentado pelo consórcio formado pelos clubes Flamengo e Fluminense, que buscava suspender a realização da partida entre Vasco da Gama e Boca Juniors, válida pela semifinal da Copa Sul‑Americana, no estádio do Maracanã.
A decisão, publicada nesta quinta‑feira, confirma que o duelo marcado para o dia 20 de outubro permanece no Maracanã, mantendo a determinação já estabelecida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ‑RJ).
O consórcio Fla‑Flu recorreu ao STJ em Brasília na terça‑feira, poucas horas depois da última decisão favorável ao Vasco, proferida pela justiça carioca. O caso foi analisado pelo presidente da Corte, ministro Luis Felipe Salomão, que entendeu não haver legitimidade jurídica para examinar o mérito da questão.
O ministro Luis Felipe Salomão ressaltou que não existe interesse público primário em defesa nem serviço público em disputa. Segundo ele, “o assunto debatido não reflete interesse direto e imediato da Administração Pública ou da coletividade”. Ele explicou que a empresa Fla‑Flu Serviços S.A. administra e explora economicamente o complexo esportivo, mas não atua como concessionária de serviço público nas condições exigidas para a aplicação da medida excepcional solicitada.
Com base nessa avaliação, o STJ concluiu que a matéria não poderia ser apreciada por esta corte, mantendo, portanto, a decisão já tomada pelo TJ‑RJ.
Antes da ação do consórcio, a Conmebol havia alertado o Vasco e a CBF de que uma eventual revogação judicial do uso do Maracanã poderia forçar a partida a ser transferida para o Paraguai. Com a decisão favorável ao Vasco, essa hipótese foi descartada.
Os ingressos para o confronto entre Vasco e Boca Juniors já estão esgotados, segundo informações divulgadas pelos organizadores.
A decisão que beneficiou o Vasco na terça‑feira foi proferida pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, publicada na manhã do mesmo dia. No sábado anterior, a juíza Suely Lopes Magalhães havia concordado com os argumentos do consórcio Fla‑Flu, apontando risco de segurança porque, na mesma data, o Maracanãzinho receberia um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo.
Foi nesse contexto que o Vasco, com a união dos departamentos jurídicos da SAF e do clube associativo, representado por Alan Belaciano – presidente da Assembleia Geral do clube – conseguiu a reversão da liminar. O Vasco argumentou que não há comparação válida entre uma semifinal continental e um jogo de basquete e acusou o consórcio de agir de má‑fé.
Alan Belaciano, ao se manifestar em rede social na tarde da ação, escreveu: “A soberba procede a queda! Processo não se ganha no microfone. Muito barulho. Pouco conteúdo. Esqueceram de respeitar o Vasco e respeito e obrigação! Confundiram concessão com propriedade. Dinheiro com direito. Síndico não é dono! O Vasco é gigante. Respeitem!”
Outros assuntos relacionados que surgiram nas discussões incluem a observação de que a vantagem conquistada pelo Vasco na Bombonera só ocorreu quatro vezes na história do Boca Juniors, além de debates sobre a possível “virada” do Flamengo ao estilo do temido Boca de Riquelme na Libertadores, com comentários de argentinos.
Em paralelo, Pedrinho protocolou chapa para tentar a reeleição como presidente do Vasco, enquanto o técnico Martinelli será reavaliado nesta quinta‑feira após deixar o jogo do Fluminense com dores no joelho.
Com informacoes de ge.

