Steve Kolb renuncia ao CFDA após agredir ativistas da PETA em desfile da NYFW

Por Viviane Cristina Santos em Rio Verde, GO 22/09/2026 02:10
Steve Kolb renuncia ao CFDA após agredir ativistas da PETA em desfile da NYFW

Foto: Metrópoles

Steve Kolb, após vinte anos ligados ao Conselho de Designers de Moda da América (CFDA), anunciou sua renúncia ao cargo de CEO depois que vídeos que o mostram contorcendo fisicamente ativistas da PETA circularam amplamente nas redes.

O episódio foi registrado no domingo, 13 de setembro, durante a apresentação da coleção primavera/verão 2027 da COS, marca pertencente ao grupo sueco H&M. Cinco manifestantes subiram à passarela carregando cartazes com a frase “ovelhas espancadas e ensanguentadas por lã, não compre”, protestando contra o uso de lã de ovelha nas coleções.

No material, Kolb aparece em dois momentos: primeiro, impedindo que um homem gritasse durante o desfile; depois, segurando os movimentos de uma mulher para que ela não atravessasse a passarela. Na noite do evento, o executivo publicou stories no Instagram admitindo que havia “reagido de forma inapropriada” e que a segurança deveria ter tratado a situação.

Desde a segunda‑feira, 14 de setembro, Kolb foi afastado das funções enquanto o conselho analisava o caso. O CFDA, cujos membros incluem nomes como Tory Burch, Ralph Lauren e Michael Kors, informou que conduziria uma revisão formal.

A pressão da comunidade da moda e do público aumentou nos dias seguintes, culminando na sexta‑feira, 18 de setembro, quando Kolb comunicou oficialmente sua saída do CFDA. Ele ingressou na entidade em 2006 e assumiu a chefia em 2011, período em que liderou iniciativas como o CFDA/Vogue Fashion Fund e o CFDA Awards.

A PETA inicialmente declarou que registraria boletim de ocorrência e buscaria responsabilização criminal. Moira Colley, diretora de relações com a mídia da organização em Nova York, depois de consultar a polícia e advogados, informou que a estratégia mudou: a entidade optou por uma reunião direta com Kolb para discutir o fim do uso de lã e couro pelas marcas.

Segundo a PETA, o protesto tinha como alvo uma fazenda certificada pela NATIVA e vinculada ao H&M Group, onde trabalhadores teriam sido flagrados maltratando ovelhas durante a tosquia. A tática de invadir desfiles é uma prática deliberada da PETA há mais de três décadas.

Os registros históricos incluem o primeiro protesto desse tipo em 1991, durante um desfile da Oscar de la Renta, quando ativistas nus subiram à passarela com a faixa “Prefiro ficar nu a usar pele”. Em 2002, a organização interrompeu um desfile da Victoria’s Secret para protestar contra a modelo Gisele Bündchen, então garota‑propaganda da peleteria Blackglama, e também marcou presença em um desfile da Valentino com cartazes contra o uso de peles. Nos últimos anos, desfiles da Coach, Michael Kors, Burberry, Gucci, Hermès e Louis Vuitton já foram alvo de intervenções da PETA.

Outras intervenções relevantes citadas são: protesto da PETA em frente ao desfile da H&M na London Fashion Week, realizado na Olympia London, em 17 de setembro de 2026; protesto contra o uso de couro do lado de fora do espaço de desfiles do BFC durante a London Fashion Week, em 13 de setembro de 2019; apoiadores da PETA realizando um protesto “die‑in” nus, usando apenas máscaras de urso e segurando cartazes em diferentes idiomas com a mensagem “Ursos são abatidos para os guardas da rainha – Indefensável” próximo à Catedral de São Paulo, em Londres; policiais de Nova York prendendo ativistas pelos direitos dos animais que tentaram entrar nos escritórios da revista Vogue durante um protesto da PETA, em 2 de junho de 2003, em Nova York; ativistas da PETA derramando tinta vermelha sobre casacos de pele para protestar contra o uso de peles de animais na indústria da moda; manifestantes da PETA durante o protesto de Halloween.

Com informacoes de Metrópoles.

Viviane Cristina Santos

Sobre o Autor: Viviane Cristina Santos

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