Sol pode destruir o Sistema Solar antes mesmo de se tornar anã branca, aponta estudo

Por Theodoro Augusto Martins em Rio Verde, GO 21/10/2026 19:31
Sol pode destruir o Sistema Solar antes mesmo de se tornar anã branca, aponta estudo

Foto: via Canaltech

A configuração atual do nosso Sistema Solar deve durar por "alguns" bilhões de anos, segundo um novo estudo que indica que nossa vizinhança no espaço pode passar por instabilidades bem além daquelas já previstas com o fim do Sol. Mercúrio, por exemplo, tem 1% de chance de deixar o sistema nos próximos 5 milhões de anos; caso isso aconteça, é provável que o planeta acabe colidindo com Vênus, Terra ou até Marte.

Já Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem sofrer alguma perturbação em um milhão de trilhão de anos. Mesmo que nada disso aconteça, o cenário não é favorável: quando o Sol esgotar suas reservas de combustível para a fusão nuclear e se tornar uma gigante vermelha, vai expandir suas camadas e devorar Vênus. Também é possível que nem a Terra, o "pálido ponto azul", escape.

É aqui que entra o novo estudo. Embora os cientistas considerem que nosso astro deva perder massa em um ritmo tranquilo, observações de anãs brancas sugerem que este pode não ser o caso. Assim, quando o Sol chegar a essa etapa do seu ciclo, é bem provável que a Terra tenha deixado de existir há muito tempo, e que Urano e Netuno acabem trocando de lugar em suas respectivas órbitas.

A instabilidade levaria a cenários interessantes: antes mesmo de o Sol se tornar uma estrela anã branca, as condições seriam tão caóticas que Urano pode acabar expulso do sistema. Netuno e Saturno podem também encontrar um destino semelhante, dependendo do que acontecer com o Sol.

"Nossos resultados trazem a dissolução do Sistema Solar de volta a um território familiar da astrofísica e redefinem sua causa: não é o lento avanço do caos, nem o encontro fortuito com uma estrela que passa, mas o próprio Sol, que, ao morrer, não se limita a ampliar o sistema planetário que construiu — ele o afeta e, na maioria das vezes, o dispersa. A instabilidade prevista por Newton é, afinal, real. Ele se enganou apenas quanto ao responsável", escreveram os autores.

O artigo que descreve os resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Com informacoes de Canaltech.

Theodoro Augusto Martins

Sobre o Autor: Theodoro Augusto Martins

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