Romeu Zema critica postura do governo diante de tarifas impostas pelos EUA
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou a postura do governo federal em relação às sobretaxas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. Durante uma entrevista concedida à Rádio Guaíba, em Porto Alegre, Zema afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agiu com passividade diante das tarifas e priorizou a aproximação com países anti-americanos.
Na manhã da sexta-feira (24), Zema se reuniu com empresários da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio). Para Zema, o governo brasileiro falhou na diplomacia ao questionar o uso do dólar e ao estreitar laços com nações como Venezuela, Cuba e Irã. "O que o Lula fez foi o contrário do que deveria fazer para atender bem um parceiro comercial", criticou o pré-candidato.
Uma nova tarifa aplicada pelo governo dos EUA passou a valer na sexta-feira. Diversos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos enfrentarão a nova tarifa de 12,5%. A decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais desleais ao não fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Para o político, a postura afasta os Estados Unidos, que é o segundo maior parceiro comercial do país. "O Brasil está ficando cada vez mais dependente da China. Isso não é bom", avaliou Zema. Além disso, Zema demonstrou apoio à renegociação do débito do Rio Grande do Sul com a União, comparando a situação gaúcha com a de Minas Gerais e afirmando que o governo federal cobra juros insustentáveis, prejudicando entes fundamentais para a economia e a exportação do país.
O pré-candidato defendeu a reestruturação da Petrobras para reduzir o preço dos combustíveis. Em vez de uma privatização tradicional, Zema propõe a divisão da estatal. "Nós vamos fatiar a Petrobras para que haja concorrência", afirmou, argumentando que o monopólio atual prejudica o consumidor. A convenção do partido Novo está marcada para o dia 27, quando o nome de Zema deve ser formalizado. O pré-candidato busca aliança com siglas sem candidatura própria e exige que o parceiro de chapa seja "ficha limpa".
Como já mostramos, a campanha presidencial brasileira está em pleno andamento, e Lula lidera as pesquisas, enquanto Flávio Bolsonaro busca manter a corrida. Além disso, o governo Lula tem monitorado a visita de Javier Milei, presidente da Argentina, ao Brasil, preparando-se para possíveis ações.
Com informacoes de G1 Política.

