Renan Santos pede afastamento de Toffoli, Moraes, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet e cobra investigação do Banco Master em ato no Ibirapuera

Por Rui Barbosa Oliveira em Rio Verde, GO 07/09/2026 17:52
Renan Santos pede afastamento de Toffoli, Moraes, Andrei Rodrigues e Paulo Gonet e cobra investigação do Banco Master em ato no Ibirapuera

Foto: globo.com/ap

Na segunda‑feira, 7 de setembro, o candidato à Presidência da República Renan Santos realizou um ato no Parque Ibirapuera, em São Paulo, onde apresentou um manifesto exigindo a saída imediata dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador‑geral da República, Paulo Gonet.

O documento, apresentado durante o evento, também requer que as investigações sobre o Banco Master sejam mantidas “custe a quem custar”, com a apuração da conduta de lideranças políticas, empresariais e do meio jurídico, e que seja “aberta a caixa‑preta do Banco Master e que todos sejam encaminhados à cadeia”, segundo declarações do candidato.

Renan Santos criticou o que considerou falta de indignação da população diante dos problemas do país, afirmando que os brasileiros estão “viciados no erro” e que há pouca disposição para abandonar práticas tradicionais da política. Ele afirmou que “não há no seio da sociedade brasileira nenhuma vontade de abandonar as velhas práticas que dominam a política brasileira, de se revoltar com aqueles que estão nos roubando”.

O candidato manifestou surpresa ao observar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ocupavam as primeiras posições nas pesquisas eleitorais, argumentando que o comportamento dos eleitores indica que o combate à corrupção deixou de ser prioridade e foi substituído pela defesa de políticos de estimação. Segundo Renan, “o povo brasileiro demonstra que o fim nunca foi combater a corrupção, nunca foi ter um país decente, mas falar que o seu ladrão rouba menos do que o ladrão do vizinho”.

Renan Santos atribuiu à geração mais velha a responsabilidade pela manutenção dos problemas nacionais, dizendo que apenas os jovens se preocupam com o futuro do país. Ele declarou que “as gerações mais novas no Brasil são as únicas que entenderam o problema brasileiro, porque as gerações mais velhas decidiram, por conta própria, abandonar o país à própria sorte”.

Em relação ao Judiciário, o candidato afirmou que “o Brasil se tornou um país em que membros da Suprema Corte participam de escândalos de corrupção com os mesmos inimigos políticos deles”, acrescentando que “a esquerda e a direita que vocês veem no noticiário xingando uns aos outros”. Essa crítica ao ministro Alexandre de Moraes remete a reportagens anteriores do portal que abordaram denúncias de diálogos e processos envolvendo o magistrado no STF.

Renan Santos também propôs a elaboração de uma nova Constituição, alegando que a Carta atual e seus responsáveis “fracassaram”. Ele não detalhou como seria convocado o processo constituinte nem quais pontos pretende mudar.

Sobre segurança pública, o candidato defendeu que policiais atirem contra criminosos armados, rejeitando a classificação dessa proposta como radical. “Ousar dizer que o homem que aparece com uma arma e aponta para uma pessoa na rua tem que tomar o tiro do policial é radicalismo? É aceitar, portanto, que o normal é ser assaltado”, afirmou.

Renan Santos ainda declarou que não aceita “uma democracia que torna brasileiros escravos do crime organizado e ladrões donos das nossas ruas”. Ele acrescentou que “se isso é democracia para vocês, eu não sou um democrata”. Em seguida, afirmou que o país é uma “república democrática” e que os direitos humanos dos brasileiros devem ser respeitados.

Com informacoes de G1 Política.

Rui Barbosa Oliveira

Sobre o Autor: Rui Barbosa Oliveira

Rui é a cobertura política do MOTNAF.NEWS com o pé firme na imparcialidade. Congresso, STF, Palácio do Planalto, decisões de governo, votações e o que muda de fato na vida do brasileiro. Ele explica os dois lados, traz o contexto e se apoia em fatos, sem opinião e sem tomar partido. E antes de publicar, confere a notícia nos maiores sites de política para não errar. Política séria, sem grito e sem torcida.