Propaganda de Lula denuncia tarifa americana e acusa família Bolsonaro de traição enquanto reforça soberania nacional
Na noite de terça‑feira (8), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veiculou um spot publicitário na televisão que, segundo a própria locução, acusa a família Bolsonaro de servir a outro país e utiliza a expressão “traidores da pátria nunca mais”.
A peça faz referência ao “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, apresentando‑o como elemento central para atacar Flávio Bolsonaro (PL). Na abertura, a locução afirma: “Não podemos esquecer que tem família que usa nossas cores, fala de patriotismo, mas, no final, serve a outro país”.
O vídeo reúne declarações de Flávio Bolsonaro sobre as tarifas americanas e sobre seu apoio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de inserir a frase “traidores da pátria nunca mais”. Em seguida, a narração afirma: “Enquanto os bolsonaristas querem vender o Brasil, é o Lula que protege”.
Conforme divulgado por veículos de imprensa na segunda‑feira (7), a propaganda combina críticas ao adversário com a defesa da soberania nacional. O spot destaca, ainda, a autonomia do Brasil, a produção de alimentos, as riquezas minerais e a liberdade de decisão do país, citando a frase: “Nós fomos colonizados muitos anos e não queremos mais ser colonizados”.
Além disso, a peça ressalta investimentos na indústria de defesa e nas Forças Armadas, associando tais medidas à proteção do território e à geração de empregos. Em um trecho, a locução contrapõe a posição dos Estados Unidos ao discurso de Lula sobre o sistema de pagamentos nacional, afirmando: “O Pix é do Brasil, é público, é gratuito e vai continuar assim”.
Ao final, o vídeo reforça a ideia de autonomia ao declarar: “A soberania nacional também significa a gente ser livre e independente para tomar nossas decisões. Sem permitir que ninguém diga o que a gente tem que fazer”.
A estratégia de mesclar defesa de políticas públicas com ataques a Flávio Bolsonaro tem sido utilizada desde a estreia da campanha publicitária, em 29 de agosto, quando foram destacadas a trajetória de Lula, o fim da escala 6x1, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a soberania nacional. Não é a primeira vez que Flávio Bolsonaro figura como alvo de críticas intensas; anteriormente, o candidato participou de eventos que mobilizaram milhares de pessoas, como o ato na Avenida Paulista que reuniu 28,5 mil participantes, segundo monitor da USP.
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Com informacoes de G1 Política.

