Renan Santos afirma que vai recorrer à Justiça contra suspensão digital imposta por Toffoli
Renan Santos divulgou um vídeo nas redes sociais Instagram e X, no qual informou que pretende impetrar recurso judicial contra a medida adotada pelo ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, que suspendeu sua campanha digital, vetou a transferência de recursos e proibiu sua participação em debates.
No pronunciamento, o candidato caracterizou a suspensão como ilegal e persecutória, relacionando-a às manifestações que organizou contra o magistrado em razão do escândalo do Banco Master. Segundo ele, foram realizadas quatro mobilizações nas ruas de São Paulo, nas quais o nome de Toffoli foi mencionado em cartazes.
O TSE explicou que a restrição abrange dezesseis perfis de redes sociais que foram informados à Justiça Eleitoral fora do prazo legal; apenas o site oficial e o perfil no X previamente declarados permanecem autorizados a veicular propaganda eleitoral.
Para o ministro, a medida decorre de "omissão estratégica" dos candidatos que atrasaram a comunicação de todas as contas utilizadas na campanha, requisito estabelecido para garantir tratamento isonômico entre os concorrentes diante dos algoritmos de recomendação das plataformas.
A decisão impede que Santos crie novos perfis, utilize contas de terceiros ou publique conteúdo eleitoral em quaisquer perfis não registrados dentro do prazo estabelecido.
Embora a propaganda digital esteja suspensa, a medida não impede a realização de campanha presencial, que o candidato pode continuar a exercer.
A mesma decisão de Toffoli, proferida em 31 de agosto, também suspendeu as campanhas digitais de Renan Santos e Aroldo Medina por atraso na declaração de perfis, além de suspender a campanha digital de Wilson Grassi (Democrata) e bloquear recursos do Fundo Eleitoral de Campanha (FEFC).
Em cumprimento à determinação judicial, a Meta informou ao TSE que desativou as contas de Renan Santos, atendendo à ordem do ministro.
No dia 1 de setembro, o juiz da 2ª Vara do Trabalho de Betim determinou que a seguradora informe sobre planos de previdência e bloqueie recursos até o valor de R$ 61.803 pertencentes a Renan Santos e a outros réus.
Essa ação judicial se soma a outra recente, em que a Justiça de São Paulo exigiu que a Polícia Civil detalhasse provas antes de autorizar a quebra de sigilo de documentos da produtora "Dark Horse", reforçando o contexto de intensas decisões judiciais envolvendo o candidato.
Com informacoes de G1 Política.

