Remake de Ocarina of Time pode ter quebra-cabeças suavizados? Teste levanta dúvidas sobre a dificuldade
Depois de uma jogatina do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, a sensação de nostalgia veio acompanhada de uma dúvida: será que a Nintendo deixou o jogo mais fácil do que o original? Ao revisitar um título que não era jogado há anos, alguns detalhes passam despercebidos, enquanto outros saltam aos olhos logo nos primeiros minutos.
Um dos primeiros grandes ajustes aparece na Floresta Kokiri, no desafio para que Link pegue a Espada Kokiri. Nas versões de Nintendo 64 e 3DS, o trecho era um labirinto com uma bola de pedra gigante rolando pelo local, obrigando o jogador a usar o botão ZL para mudar a câmera. Era, na prática, um mini tutorial para se adaptar ao mundo 3D, novidade marcante da época.
No remake, esse labirinto foi descartado e substituído por um teste de salto, em linha com uma das grandes novidades da versão: agora há um botão totalmente dedicado ao pulo. No meio do local há uma parte elevada com um baú, enquanto a pedra gigante continua rodeando o espaço. O botão ZL deixou de ser uma mecânica obrigatória, e a mudança mantém o objetivo original de ensinar uma nova habilidade, mas com outra roupagem.
A Nintendo ainda não divulgou o motivo dessas alterações. Para alguns, podem ser apenas ajustes naturais de um clássico, mas a questão central é que Ocarina of Time é um jogo desafiador, especialmente para crianças. Sua dificuldade não se assemelha ao estilo soulslike; ela se dá por meio de quebra-cabeças cada vez mais elaborados, que apresentam novos recursos e táticas ao longo da jornada.
A discussão ganha outro contorno quando lembrada no contexto dos games atuais. Há um debate intenso em torno da Tinta Amarela, recurso visual que sinaliza superfícies escaláveis, objetos interativos ou caminhos fundamentais. Parte dos jogadores vê o uso excessivo como uma forma de conduzir o jogador pela mão, o que reduziria a exploração e o raciocínio. Outra parte defende que o recurso é necessário em jogos que não deixam claro para onde seguir.
Resta saber se Ocarina of Time seguirá por esse caminho. Ainda é cedo para afirmar, já que o lançamento acontece apenas em 5 de novembro. Ainda assim, a preocupação é legítima, sobretudo porque o jogo é conhecido por locais complexos, como o Templo da Água e a masmorra debaixo do poço. Também vale notar que a Nintendo incluiu telas de carregamento de forma intencional no remake, tema que divide os fãs.
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Com informacoes de IGN Brasil.

