Receita Federal devolve recorde de R$ 41 bilhões em restituições do IR 2026
Em comunicado divulgado nesta terça‑feira (20), a Receita Federal informou que devolveu um total superior a R$ 41 bilhões a 35,9 milhões de contribuintes que apresentaram a declaração do Imposto de Renda de 2026, estabelecendo um novo recorde e garantindo que aproximadamente 80% do montante foi liberado até um mês após o encerramento do prazo de entrega.
O quarto e último lote do calendário regular de restituição foi pago em 31 de agosto, abrangendo 521.935 contribuintes e totalizando R$ 1,24 bilhão; a partir dessa data, os pagamentos passaram a ser realizados por meio de lotes residuais mensais.
Uma inovação do IR 2026 foi o programa de cashback, que devolveu R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam apresentado declaração no exercício anterior, segundo dados da Receita.
Para os contribuintes cujas declarações foram retidas na malha fina, a Receita iniciou o envio de cartas com orientações em 5 de outubro, concluindo o processo nesta terça‑feira (20). Ao todo, 498.487 contribuintes de todo o país foram selecionados para receber as comunicações, dentro do Projeto Cartas 2026, que estimula a correção voluntária antes de eventual notificação ou intimação formal.
A malha fina ocorre quando o Fisco identifica informações que precisam ser verificadas ou corrigidas; isso não significa, necessariamente, que o contribuinte cometeu irregularidade ou será multado, mas a regularização antecipada pode evitar multas e atrasos na liberação da restituição.
Entre os estados, São Paulo concentra o maior número de contribuintes que receberão cartas, com 163.159 declarações, seguido por Minas Gerais, com 48.509, e Rio de Janeiro, com 45.403.
Os contribuintes podem consultar a situação de sua declaração por meio do serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível no site e no aplicativo da Receita Federal, sendo necessário possuir conta gov.br com nível prata ou ouro.
O procedimento de consulta inclui: acessar o Meu Imposto de Renda; verificar se há pendências, que aparecerão com a indicação “Com Pendência”; identificar o motivo da retenção ao clicar na pendência; conferir os dados e os comprovantes apresentados; e, se necessário, enviar uma declaração retificadora, ou seja, uma nova versão corrigida da declaração original.
Os erros mais comuns que levam à malha fina são: rendimentos não declarados; omissão de rendimentos de dependentes; aposentadorias não informadas, especialmente quando o contribuinte ou dependente recebe de mais de uma fonte pagadora; despesas médicas com valores ou anos incorretos ou inclusão de gastos que não podem ser deduzidos; e a declaração de contribuições a planos VGBL como dedução, embora essas não sejam abatíveis do imposto.
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Com informacoes de G1.

