Proteção de Dados: Como Saber se uma Empresa está Tratando seus Dados de Forma Adequada
A proteção de dados deixou de ser um tema restrito às áreas de tecnologia e jurídico para ocupar um espaço estratégico dentro das empresas. Com a digitalização dos processos e o avanço da inteligência artificial, um volume cada vez maior de informações pessoais e corporativas passa diariamente por plataformas digitais. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, o custo médio global de um incidente de segurança chegou a US$ 4,9 milhões, reforçando que a gestão adequada dos dados é um tema que envolve continuidade dos negócios, reputação e competitividade.
Cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também é um requisito essencial. A legislação estabelece princípios, responsabilidades e direitos relacionados ao tratamento de dados pessoais. Já uma estratégia consistente de proteção da informação envolve medidas complementares, como processos internos bem definidos, governança, monitoramento contínuo, gestão de acessos e transparência na relação com clientes e parceiros.
Na prática, alguns aspectos ajudam a identificar o nível de maturidade de uma organização. Quanto mais clara for essa comunicação, maior será a facilidade para compreender como a empresa realiza o tratamento das informações. Governança sobre o ciclo de vida dos dados é outro ponto importante, entendendo se a empresa possui controle sobre todo o ciclo de vida das informações, incluindo onde os dados são armazenados, quem pode acessá-los, quais mecanismos de criptografia são utilizados, como funciona o controle de permissões e quais registros permitem rastrear acessos e alterações realizadas nos documentos.
Também faz parte dessa governança definir políticas para retenção e descarte das informações, reduzindo o armazenamento de dados que já não possuem finalidade legal ou operacional. Além disso, a proteção de dados também depende dos parceiros que participam da operação, como serviços em nuvem, plataformas de assinatura eletrônica, sistemas de gestão e integrações, que processam um grande volume de informações diariamente.
É recomendável avaliar se esses fornecedores possuem certificações reconhecidas, políticas de segurança documentadas, auditorias periódicas e práticas de conformidade alinhadas às exigências regulatórias. Capacidade de resposta a incidentes também é crucial, pois mesmo com processos estruturados e investimentos em segurança, incidentes podem ocorrer. Por isso, é importante verificar se a organização possui um plano de resposta definido, com procedimentos para identificação, comunicação, contenção e tratamento de eventuais ocorrências.
A existência desses processos demonstra preparo para lidar com situações que exigem respostas rápidas e coordenadas. A proteção de dados tende a ocupar um espaço cada vez mais estratégico dentro das empresas, especialmente com o avanço da inteligência artificial e da digitalização dos processos. Segundo a IDC, os investimentos globais em segurança da informação devem ultrapassar US$300 bilhões até 2028, acompanhando esse movimento.
Com informacoes de Canaltech.

