Proibição de apostas esportivas gera maior onda de repercussão do que crise entre Mendonça e Moraes nas redes
Em 25 de setembro, o governo Lula assinou uma Medida Provisória que proíbe as bets, desencadeando a maior onda de repercussão política nas redes sociais registrada pelo Instituto Democracia em Xeque nos últimos doze meses. Nas primeiras 24 horas, foram contabilizadas 1,33 milhão de menções ao tema, superando os 1,01 milhão de menções que marcaram a crise envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
O relatório “Brasil sem Bets”, elaborado pelo Instituto Democracia em Xeque, registrou 2,5 milhões de publicações e 40 milhões de interações nas primeiras 63 horas após o anúncio, considerando conteúdos publicados entre sexta-feira e hoje. O levantamento identificou três ondas sucessivas de mobilização: o primeiro pico, logo após o anúncio da medida, atingiu 85 800 publicações por hora; no sábado, 26, houve uma nova alta, com 75 400 publicações por hora ao meio-dia; no domingo, o tema ainda registrava uma terceira onda, chegando a 47 300 publicações por hora perto das 11h.
O relatório também identificou uma disputa entre narrativas favoráveis e contrárias à decisão. Entre as publicações que assumiam posição definida, 57 % eram contrárias à proibição, frente a 43 % favoráveis. Em número de interações, contudo, a diferença se inverteu: os conteúdos favoráveis à medida reuniram 8,8 milhões de interações (52 %), enquanto os contrários somaram 8,2 milhões (48 %).
O levantamento classifica a repercussão das bets como superior à de outros episódios políticos monitorados pelo DX nos últimos doze meses, entre eles a condenação de Jair Bolsonaro, as repercussões do caso Dark Horse, a disputa entre Mendonça e Moraes e a polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Assim, a proibição das bets não apenas superou em volume de menções a crise envolvendo Mendonça e Moraes, mas também demonstrou a capacidade de mobilização e polarização das discussões sobre temas sensíveis no cenário político brasileiro.
Com informacoes de VEJA.

