Proibição das apostas esportivas gera protestos de clubes que já romperam contratos com casas de apostas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, conforme anunciado nesta coluna, a medida provisória que proíbe a operação de todas as casas de apostas esportivas no território nacional.
Na semana passada, grandes clubes, federações e sindicatos de atletas divulgaram nota conjunta alertando que o veto poderia comprometer a saúde financeira do futebol brasileiro, questionando como seriam tratados os contratos vigentes com empresas de betting.
Essa situação não é inédita. Nos últimos anos, Atlético-MG, Fluminense, São Paulo e Flamengo romperam seus contratos de patrocínio master antes do prazo para substituir as marcas por casas de apostas que ofereciam valores superiores.
A WTorre, empresa que administra o estádio do Palmeiras, antecipou o término do acordo de naming rights com a Allianz e anunciou a substituição pelo Nubank.
O Corinthians, por sua vez, está negociando com a Caixa um possível acordo de naming rights para sua arena, estratégia que visa mitigar a dívida estratosférica com o banco e implicaria a rescisão do contrato de 20 anos firmado com a Hypera Farma.
Os clubes sabem como romper acordos, mas a perda de receita decorrente da proibição representa um golpe financeiro, ainda que a medida seja motivada por razões de interesse público.
A medida chega na véspera do primeiro turno do campeonato, enquanto o cenário político nacional também está em ebulição, com decisões sobre a Gonet, a derrota de André Mendonça e preocupações sobre uma inflação atípica em setembro.
Como já mostramos na cobertura da decisão autorregulada da Premier League, que fez clubes ingleses perder patrocínios de betting, o debate sobre a proibição das bets ganha força no Brasil.
Com informacoes de UOL Esporte.

