Professores de escolas particulares iniciam paralisação de 24h por reajuste salarial

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 03/09/2026 04:40
Professores de escolas particulares iniciam paralisação de 24h por reajuste salarial

Foto: via O GLOBO

A greve foi aprovada pelos professores da Educação Básica da rede privada durante as negociações entre o Sinpro‑Rio e o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe‑Rio).

No início da manhã, pequenas manifestações foram registradas na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, na Praça Antero de Quental, no Leblon, e na Avenida Francisco Bicalho, na Leopoldina.

Os docentes também realizarão um ato unificado no Largo do Machado, na Zona Sul.

Algumas instituições de ensino já confirmaram impacto da paralisação; a Escola Parque e o Colégio Cruzeiro informarão que receberão os alunos nesta quarta‑feira, embora a rotina possa sofrer alterações em razão da adesão de parte dos professores ao movimento.

Em comunicado enviado aos responsáveis, o Colégio Cruzeiro afirmou ter tomado conhecimento nesta terça‑feira de que parte de seus professores aderirá à paralisação convocada pelo Sinpro‑Rio. Segundo a instituição, o movimento não tem relação direta com o colégio, que já concedeu antecipação do reajuste da categoria. A direção informou que a escola permanecerá aberta, buscará manter o calendário letivo e as atividades pedagógicas planejadas, mas ressaltou que a rotina poderá ser alterada de acordo com as ausências e o número de professores que comparecerem ao trabalho.

Para Afonso Celso Teixeira, diretor do Sinpro‑Rio, a greve é resultado de reivindicações que se acumulam há anos e de uma rotina de trabalho que vai além do tempo passado pelos professores dentro da sala de aula. – As reivindicações têm sido feitas há anos. E o trabalho só aumenta. O professor chega em casa e continua trabalhando. O trabalho fora de sala de aula tem aumentado muito – enfatizou.

Entre as principais reivindicações está o reajuste salarial. O Sinpro‑Rio afirma que a categoria reduziu de 8 % para 6 % o índice inicialmente reivindicado, enquanto a proposta apresentada pelo Sinepe‑Rio foi de 3,77 % com retroatividade a abril.

A pauta também inclui a inclusão, nos salários, do equivalente a 3 % referentes à hora‑atividade, como forma de remunerar atividades realizadas fora da sala de aula, como planejamento, preparação de aulas, correção de provas e reuniões pedagógicas.

A categoria ainda reivindica a criação de uma mesa paritária para discutir questões acadêmicas, um programa de equiparação salarial entre profissionais de diferentes segmentos da Educação Básica e a ampliação da licença‑paternidade para 20 dias. Atualmente, segundo o Sinpro‑Rio, professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I têm pisos inferiores aos dos profissionais de outras etapas da Educação Básica.

A mobilização se intensificou nas últimas semanas. Um ato foi realizado na Barra da Tijuca em 21 de agosto e, quatro dias depois, uma mediação judicial entre o Sinpro‑Rio e o Sinepe‑Rio terminou sem acordo.

Na assembleia realizada no sábado, dia 29, os professores aprovaram a greve de 24 horas e o ato desta quarta‑feira.

A expectativa do sindicato é de que a greve tenha adesão em instituições de ensino de diferentes regiões da cidade, e o impacto sobre as aulas varia de escola para escola.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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