Priscilla revela como conciliou sonho artístico e exigências do mercado musical
Ao perceber que o objetivo de sonhar não era viver numa ilusão, mas tornar a própria realidade extraordinária, Priscilla afirma que sua arte finalmente fez as pazes com o seu produto.
Para a artista, separar o aspecto profissional do pessoal é quase impossível, pois a criação nasce do íntimo e das emoções, que dificilmente podem ser dissociadas quando a música se transforma em sustento.
Ela descreve o dilema que surge ao precisar transformar a arte em um bem comercial dentro de um mercado que prioriza o retorno financeiro em vez do valor sentimental da obra.
Durante a produção de um álbum enquanto ainda fazia parte de uma gravadora major, Priscilla viveu intensamente esse conflito, saindo de reuniões frustrada por sentir que seu projeto não era reconhecido em sua totalidade, já que os executivos pareciam enxergar apenas números.
Em uma sessão de terapia, a conclusão foi simples e direta: “não é nada pessoal”. A artista entendeu que a realidade do mercado deve ser aceita e que é preciso ajustar as próprias expectativas para garantir a sobrevivência.
Com esse insight, ela firmou um acordo interno: “da porta de casa para dentro, a música é o meu sonho; da porta de casa para fora, ela é o meu produto”. Essa divisão inclui contas a pagar no fim do mês, metas a serem atingidas e satisfações a serem entregues.
Priscilla reforça que a indústria musical funciona como um mercado, não como uma fábrica de sonhos, e que colocar a arte em uma prateleira não significa esvaziá‑la de significado; profundidade e excelência sempre encontrarão seu espaço, apesar das aparências.
Para a cantora, o sonho permanece como força motriz da jornada, repleta de batalhas e contradições, e quanto antes o artista compreende essa dualidade, mais protegido e próspero ele pode ser.
Ela conclui que o valor da arte é imensurável, enquanto o valor do produto é puro cálculo matemático, e que enxergar a arte como produto não diminui a condição de artista; o que realmente pode ser prejudicial é a ambição desenfreada por fama e popularidade.
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Com informacoes de POPline.

