Primeiro dia sem apostas online: R$ 1,3 bilhão em saldos e início da devolução aos apostadores
Na terça‑feira (6), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o país vivenciou o primeiro dia sem nenhuma plataforma de apostas online oficialmente autorizada a operar.
Durigan explicou que os 188 sites e endereços que haviam sido habilitados foram retirados do ar e que, entre hoje (6) e amanhã (7), as casas de apostas deverão comunicar aos bancos o saldo individual de cada cliente, identificado pelo CPF.
O repasse dos valores aos titulares das contas bancárias está programado para ocorrer entre 9 e 14 de outubro, sendo esse o prazo final para que os bancos concluam a restituição. Caso alguma instituição encontre dificuldades até a data limite, a Caixa Econômica Federal intervirá para garantir o ressarcimento.
"Hoje foi o primeiro dia em que a gente não tem autorização nenhuma para as bets operarem no País, então hoje não tem nenhum site legalmente autorizado a operar no País", ressaltou o ministro.
O montante total bloqueado chega a R$ 1,3 bilhão, correspondente à soma dos saldos de, no mínimo, 26 milhões de apostadores, segundo dados oficiais. Contudo, a distribuição desses recursos é altamente concentrada: cerca de 1 % dos usuários – aproximadamente 200 mil pessoas – são responsáveis por 80 % do valor pendente, e 3,4 % dos apostadores concentram 90 % do total.
Poucos clientes detêm saldo superior a R$ 500 mil. Aproximadamente 40 contas foram colocadas sob investigação por apresentarem valores considerados suspeitos e desproporcionais; o Ministério da Justiça e a Polícia Federal analisam a possibilidade de lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.
Durigan lembrou que o governo identificou entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia saindo da poupança popular em direção às apostas, dinheiro que deixa de circular na economia real e passa a ficar nas famílias.
Em paralelo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou até a data de hoje (6) 11.740 sites de apostas ilegais, o que impactou 17,2 milhões de usuários e seguidores nas redes sociais. O ministro enfatizou que as grandes plataformas digitais deveriam adotar políticas proativas para coibir esse tipo de atividade, ao invés de esperar demandas judiciais.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

