PM que quebrou protocolo e levou idosa baleada ao Hospital Miguel Couto afirma que decisão salvou vida

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 23/10/2026 11:20
PM que quebrou protocolo e levou idosa baleada ao Hospital Miguel Couto afirma que decisão salvou vida

Foto: via O GLOBO

Rafael Novaes, integrante do programa Segurança Presente, recebeu alerta de uma mulher ferida em uma tentativa de assalto no bairro do Leblon e, a partir da base da equipe na Praça Antero de Quental, deslocou‑se em viatura junto a um colega até o local, a cerca de um quarteirão de distância.

Ao chegar, o sargento encontrou pessoas tentando conter o sangramento da vítima; um taxista havia improvisado um garrote usando um cadarço. Novaes percebeu rapidamente a gravidade da situação, observando que a mulher estava desorientada e perdendo muito sangue.

Contrariando o procedimento padrão que determina aguardar a chegada do Corpo de Bombeiros, Novaes decidiu colocar a vítima na viatura e levá‑la imediatamente ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, temendo um choque hipovolêmico que poderia levar à morte. “Como eu vi que ela estava meio desorientada e perdendo muito sangue, achei melhor levar para o hospital de imediato. Ela poderia ter um choque hipovolêmico e morrer”, declarou o policial, que tem 15 anos de serviço.

No trajeto, o policial conversou com a vítima, Tania Andrade Lima, para mantê‑la acordada, e entrou em contato com o marido da professora aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que pediu ao policial que falasse com o sobrinho da vítima.

Ao chegar à emergência, um profissional de saúde ajudou a colocar a vítima em uma cadeira de rodas, e a equipe médica assumiu o atendimento. No momento da chegada, Novaes ainda não tinha percebido que a arqueóloga havia sido baleada; ele estava mais impressionado com a quantidade de sangue.

Tania Andrade Lima foi atingida no braço esquerdo e no polegar da mão direita, e uma bala que atravessou o pescoço ficou alojada perto da coluna cervical. “Eu não imaginava que tinham sido três disparos, que tinham perfurado. Na hora, tudo o que vi era muito sangue. Achei que ela só tinha sido atingida por estilhaços”, recordou o policial.

O policial relatou que a aflição de salvar a vida da vítima o fez sentir como se estivesse ajudando um familiar, descrevendo a brutalidade do ataque: “Uma senhora de idade, uma brutalidade dessa que aconteceu, ser jogada no chão, ser alvejada, arrastada. Até vendo o vídeo você não acredita, pensa que foi armado.”

No Hospital Miguel Couto, o sargento Anderson, lotado no 23º BPM (Leblon) e com 24 anos de corporação, assumiu a ocorrência e permaneceu na unidade por cerca de duas horas e meia. Anderson encontrou Tania lúcida, porém muito agitada, identificou as três perfurações dos disparos, acalmou‑a, explicou o que havia acontecido e acompanhou os exames.

Conforme a arqueóloga se tranquilizava, ela conseguiu relatar o que lembrava do assalto e os objetos levados pelos criminosos, enquanto o sargento priorizava transmitir segurança diante da gravidade dos ferimentos.

Posteriormente, Tania foi transferida para a Casa de Saúde São José, no Humaitá, onde passou por cirurgia para retirar o projétil alojado no pescoço e reconstituir a mão ferida. Ela já recebeu alta e, em agradecimento, chamou o sargento Anderson de “meu anjo da guarda”.

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Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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