Plano Safra 2026‑2027 registra queda de quase 30% nos desembolsamentos de crédito rural
O início do Plano Safra 2026‑2027 evidencia um cenário de retração no acesso a recursos financeiros para o campo, com os desembolsos pelas linhas tradicionais de crédito rural somando R$ 80 bilhões entre julho e setembro, o que corresponde a uma queda de quase 30% quando comparado ao mesmo intervalo da temporada anterior.
Além da redução no volume total, o número de contratos firmados nesse período recuou de 717 mil para 555 mil, indicando que menos produtores conseguiram formalizar financiamento para a próxima safra.
Especialistas apontam que o aumento do endividamento e da inadimplência entre os agricultores tem dificultado a obtenção de novos empréstimos, limitando a disponibilidade de crédito para o plantio da safra 2026‑2027.
Em paralelo, o preço do boi gordo atingiu recorde após o retorno da China ao mercado internacional e a inclusão de cotas adicionais dos Estados Unidos.
Uma análise de setembro mostrou variações nos preços de alimentos que vão do limão ao pimentão, destacando quais itens ficaram mais caros e quais apresentaram queda.
Os estoques de milho e seu uso atingiram o menor nível registrado nos últimos dez anos, segundo dados do setor.
Na cadeia do café, uma fazenda brasileira que adota tecnologia coreana combina tradição e inovação para melhorar a eficiência produtiva.
A empresa JetBio adaptou uma usina em São Paulo para produzir diesel a partir de etanol, ampliando a oferta de biocombustíveis.
A cobertura agro do Valor passou a integrar a nova plataforma Globo Rural.
Previsões meteorológicas para o feriado indicam tempestades no Centro‑Sul e frio intenso no Sul do país.
Uma massa de ar frio está reduzindo as temperaturas no Sul, enquanto o calor permanece elevado nas regiões Norte e Nordeste.
No Rio Grande do Sul, as chuvas têm limitado o avanço do plantio de soja.
Segundo a Emater‑RS, a colheita de trigo já foi concluída em 4% da área cultivada no estado.
O financiamento rural via Cédula de Produto Rural (CPR) também apresentou queda no primeiro trimestre da safra.
Foram liberados R$ 50,3 bilhões por meio de títulos nos três primeiros meses do ciclo, valor 26,3% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Os Estados Unidos retomaram a liderança nas compras de café brasileiro, ultrapassando a Alemanha em 2026.
Embora os embarques de café arábica tenham diminuído, as vendas de café robusta e solúvel registraram aumento.
As exportações de café do Brasil cresceram em setembro, porém a receita obtida com os embarques recuou.
O volume exportado subiu 3,1% em comparação anual, impulsionado pela retomada das vendas para os Estados Unidos, principal comprador do grão.
O algodão brasileiro teve alta nas negociações em Nova York, mesmo com a elevação das estimativas de oferta global e nos EUA.
Segundo o USDA, a safra dos Estados Unidos deve crescer, o que também deve elevar as exportações brasileiras de commodities agrícolas.
O USDA previu uma safra de milho acima do esperado, com o preço do grão recuando 4% na bolsa de Chicago.
O trigo acompanhou a forte queda do milho na mesma sessão, enquanto a soja avançou apesar da projeção de recorde de safra nos EUA.
As ações de usinas de etanol subiram na B3 em razão do aumento do subsídio ao setor.
Os papéis de Raízen, São Martinho, Jalles Machado e 3tentos operaram acima do índice Ibovespa.
Nos Estados Unidos, a safra de soja para 2026/27 deve alcançar recorde, de acordo com o USDA.
A produção global de milho tem estimativas em alta, enquanto as perspectivas para o trigo permanecem estáveis.
O USDA elevou a previsão de produção e exportação mundial de algodão para a campanha 2026/27.
Para o Brasil, a estimativa de colheita da pluma de algodão é de 4,14 milhões de toneladas.
Com informacoes de Globo.

