Paulinho deixa Mirassol e assume direção de futebol do Cruzeiro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 07/10/2026 13:20
Paulinho deixa Mirassol e assume direção de futebol do Cruzeiro

Foto: via ge

Paulinho acertou com o Cruzeiro e deixa o Mirassol, assumindo a direção de futebol da equipe alvinegra. O executivo encerrou sua passagem pelo clube do interior paulista pela porta da frente, após um período marcado pela quarta colocação no Brasileirão de 2025 e pela classificação às oitavas de final da Libertadores de 2026.

Embora nunca tenha assinado contrato formal, Paulinho manteve o compromisso baseado na "palavra". Ele chegou ao Leão Caipira em dezembro de 2024 e rapidamente se tornou uma das figuras centrais ao lado do vice‑presidente Juninho Antunes e do técnico Rafael Guanaes, responsáveis pelo histórico de disputa da primeira Série A da história do Mirassol.

Antes de migrar para a gestão, Paulinho foi um dos grandes meio‑campistas brasileiros do século XXI, com uma carreira de 20 anos que inclui ídolo no Corinthians, duas convocações para Copas do Mundo, passagem pelo Barcelona e a marca de 180 gols no futebol profissional.

A transição para a diretoria começou em 2022, quando, ainda como atleta, iniciou cursos na área após sofrer uma lesão grave no Corinthians. Em dezembro de 2024, poucos meses após pendurar as chuteiras, foi contratado como coordenador técnico do Mirassol. Sete meses depois, recebeu a promoção a executivo de futebol.

Como executivo, Paulinho trouxe credibilidade ao clube, sobretudo nas negociações de reforços. Entre as primeiras contratações destacam‑se Reinaldo, artilheiro do Mirassol em 2025 e eleito o melhor lateral‑esquerdo do Brasileirão, além da complexa negociação para a contratação de Chico da Costa, do Cerro Porteño, que demandou mais de 40 dias e culminou na chegada do atacante ao clube em 2026.

No cotidiano, Paulinho esteve presente no vestiário, participando de todas as preleções, acompanhando jogadores nos intervalos e após as partidas, ouvindo as orientações de Rafael Guanaes e oferecendo aconselhamentos individuais. Ele acompanhava todas as sessões de treino, inclusive dos não relacionados, e nas segundas‑feiras e terças‑feiras conduzia reuniões com a comissão técnica para planejar treinos, logística, viagens, fisiologia e nutrição, contribuindo para o planejamento geral da equipe.

Antes de aceitar a proposta do Cruzeiro, o executivo recusou ofertas de clubes como Corinthians, Santos, Sport, além de propostas de equipes do Catar, Emirados Árabes, Paraguai e China.

Em entrevista ao portal ge, concedida em dezembro de 2025, Paulinho descreveu seu estilo de gestão: "Sempre deixei claro: se alguma instituição estivesse procurando um executivo para ficar dentro de uma sala, esse não seria eu. Não consigo. Tenho que fazer gestão de pessoas e isso não envolve apenas atletas ou comissão técnica. Existem cozinheiro, faxineiro, uma série de pessoas que também têm sua parcela de contribuição. É o poder de convencimento que o diretor executivo tem que ter. Não é só pegar o telefone, ligar para o atleta, falar ‘isso, isso e isso’ e esperar que ele venha no outro dia. É muito mais que isso. Por isso, digo que é muito mais do que financeiro: é projeto. Você tem que apresentar o projeto ao atleta, mostrar as perspectivas do clube, onde queremos chegar, o que vamos enfrentar. O jogador tem que vir sabendo o que vai encontrar. O poder de convencimento varia de pessoa para pessoa. Cada um precisa fazer suas manobras, mas não é fácil", afirmou.

Paulinho também relatou um pequeno impasse no início da carreira fora dos gramados. Inicialmente, chegou ao Mirassol como coordenador técnico, função que exerceu de dezembro de 2024 a junho de 2025, atuando como auxiliar próximo ao treinador Rafael Guanaes e ao elenco. Ele explicou: "Como coordenador, eu estava praticamente como auxiliar. É difícil ficar na beira do campo, de braço cruzado, assistindo, sendo que até pouco tempo você estava dentro de campo. Depois percebi que, para exercer minha função como executivo, que era o que eu queria, eu tinha que estar fora do campo, senão não conseguiria enxergar. Em muitos momentos ajudava a comissão técnica, dando conselhos nos trabalhos, mas quando havia dois ou três trabalhos ao mesmo tempo, não dava para enxergar tudo. O coordenador técnico precisava estar fora, para ter visão. Quando começaram a surgir convites para trabalhar em outras instituições como executivo, sentei e pensei: ‘Olha, acho que é o momento de mudar. Agora preciso olhar o todo, o 360, e estar ali dentro do campo não vai permitir isso’. No Mirassol tive a oportunidade de começar como coordenador e"

Com informacoes de ge.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.