Pânico na campanha de Flávio Bolsonaro diante de possível retaliação de Flávio Dino e Alexandre de Moraes

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 09/09/2026 07:40
Pânico na campanha de Flávio Bolsonaro diante de possível retaliação de Flávio Dino e Alexandre de Moraes

Foto: via O GLOBO

O temor de aliados do filho 01 de Jair Bolsonaro é o de que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, ferrenhos opositores de André Mendonça no STF, revidem com medidas que possam abalar a candidatura do senador, no momento em que ele aparece empatado tecnicamente com o presidente Lula num eventual segundo turno, conforme pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (7).

Nos cenários cogitados pela cúpula da campanha bolsonarista, o troco de Dino e Moraes viria nas investigações de desvio de emendas parlamentares, caso relatado por Dino que ganhou um novo braço de investigação com o caso “Dark Horse”, ou em desdobramentos da chamada ADPF das Favelas, com novas operações policiais mirando aliados de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país e berço político do clã Bolsonaro.

Nesse processo, Moraes já autorizou operação para apurar um esquema de fraude e sonegação fiscal no ramo de combustíveis no Rio e determinou a abertura de investigação sobre esquemas de lavagem de dinheiro de facções e milícias, e a infiltração de organizações criminosas no poder público. Também retirou o sigilo dos autos na semana passada, tornando públicas informações sobre negociações e telefonemas do ex-governador Cláudio Castro, aliado de Flávio.

Flávio Dino e Alexandre de Moraes são aliados do Palácio do Planalto e opositores de André Mendonça no STF.

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No caso da apuração sobre Dark Horse, a maior preocupação é com uma eventual medida drástica contra a jornalista Karina Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme sobre a trajetória do ex‑presidente Jair Bolsonaro, que só deve entrar em cartaz após as eleições. Entre os riscos mapeados estão operação de busca e apreensão na Go Up, quebra de sigilo e até mesmo a prisão da jornalista, que nunca lançou nenhum filme nos cinemas brasileiros. Karina tem relatado preocupação com a escalada da crise.

Leia: Moraes se reuniu por três horas com Alcolumbre antes de investir contra Mendonça em inquérito das fake news.

8 de janeiro: a última manobra de Alexandre de Moraes para evitar derrota em caso. “O STF vai nos revidar, já normalizamos isso”, disse ao blog um integrante da campanha de Flávio. “Moraes sempre dobra a aposta e surpreende. O STF está fazendo uso dos poderes investigativos com efeito de retaliação.”

“Dark Horse” abriu uma crise na campanha de Flávio à Presidência da República após o site Intercept Brasil publicar mensagens do senador cobrando dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o financiamento da produção.

“Mendonça e Dino vão dobrar a aposta. Vem coisa por aí”, afirmou à equipe da coluna um interlocutor dos dois.

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Relatório: Alexandre de Moraes determinou exclusão automática de mensagens de Vorcaro dois meses antes da prisão.

Perícia privada contratada pela própria Go Up Entertainment constatou que, das cinco fases de realização do projeto “Dark Horse”, apenas uma (as filmagens) ocorreu no Brasil; as demais foram feitas nos Estados Unidos. A perícia apontou ainda que 72% dos gastos com o filme ocorreram nos Estados Unidos e apenas 28% no Brasil. Ao todo, “Dark Horse” teria custado US$ 13,39 milhões, o equivalente a R$ 75,18 milhões na cotação de câmbio utilizada pelo perito Anísio Costa Castelo.

Com informacoes de O GLOBO.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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