Ouro recua 0,44% com alta do Brent e rendimentos dos Treasuries
Na terça‑feira, 15, o contrato de ouro mais negociado encerrou em baixa, ampliando a tendência descendente da sessão anterior, sob a influência combinada da elevação do preço do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries norte‑americanos.
O contrato de ouro com vencimento em dezembro recuou 0,44%, cotando US$ 4.332,80 por onça troy, enquanto a prata para o mesmo mês também recuou 0,44%, sendo negociada a US$ 65,85 por onça troy.
O barril do Brent subiu para níveis próximos de US$ 110, reforçando as expectativas de que o Federal Reserve adotará uma política monetária ainda mais restritiva para conter a inflação.
Com os Treasuries registrando mais um dia de valorização, o ouro – que não rende juros – sentiu nova pressão. Não é a primeira vez que a alta dos títulos americanos impacta o metal precioso, como já analisado em cobertura anterior sobre a escalada dos rendimentos do Tesouro Direto. Analistas do Commerzbank observaram que a retomada das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e, por consequência, elevou as expectativas de juros em âmbito global, embora o ouro ainda não tenha registrado quedas mais acentuadas. Eles também destacaram que preocupações fiscais persistentes, refletidas em rendimentos mais altos dos Treasuries de longo prazo, e o aumento recente dos riscos políticos nos EUA ajudam a explicar a relativa resistência do ouro.
O Federal Reserve divulgará sua próxima decisão de política monetária amanhã. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado atribui 82,3% de probabilidade a um aumento de 25 pontos‑base, levando a taxa para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, enquanto a chance de manutenção entre 3,50% e 3,75% permanece em 7,7%.
Informações adicionais foram obtidas de Estadão Conteúdo.
Com informacoes de Money Times.

