Ninja Gaiden: Ragebound chega ao catálogo do PlayStation Plus Extra e Deluxe

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 27/09/2026 07:20
Ninja Gaiden: Ragebound chega ao catálogo do PlayStation Plus Extra e Deluxe

Foto: via Estadão

Assinantes do PlayStation Plus nas categorias Extra ou Deluxe que buscam um título de ação nostálgico e desafiador agora podem acessar Ninja Gaiden: Ragebound, que entrou no catálogo do serviço em setembro.

Desenvolvido pela The Game Kitchen, estúdio responsável por Blasphemous, o jogo chegou ao serviço após seu lançamento original em julho de 2025 e funciona como um spin‑off que faz a ponte entre a fase clássica de ação e plataforma da série e os títulos 3D que se consolidaram a partir do revival de 2004.

A trama inicia quando Ryu Hayabusa parte para os Estados Unidos para cumprir uma missão ligada ao seu pai, deixando a Vila Hayabusa vulnerável exatamente quando a barreira entre o mundo humano e o demoníaco se rompe. Nesse cenário, Kenji Mozu, um jovem ninja em treinamento, assume a defesa da casa enquanto demônios invadem a região.

Kenji cruza o caminho de Kumori, kunoichi do Clã da Aranha Negra, inicialmente aliada ao inimigo. Após um encontro decisivo, as almas dos dois ficam ligadas, permitindo ao jogador alternar entre estilos de combate e movimentação enquanto tentam impedir que o senhor demoníaco Jagäzk invada definitivamente o mundo humano.

O controle ágil de Kenji destaca‑se: ele empunha uma katana para eliminar inimigos rapidamente, desvia e rebate ataques à distância, corre por paredes e tetos, realiza impulsos no ar e usa adversários e projéteis como pontos de apoio para atravessar os cenários. Os combates exigem reflexos rápidos e a estrutura lembra os Ninja Gaiden clássicos, porém sem se limitar a reproduzir mecânicas antigas.

Alguns inimigos são marcados por cores diferentes e exigem técnicas específicas; ao executar a sequência correta, Kenji entra em estado de hiperenergia que transforma os combates subsequentes em uma máquina de destruição. Kumori, além de ser co‑protagonista, possui ataques à distância com kunais, teleporte de curta distância e acesso a áreas inacessíveis para Kenji, enquanto o sistema de Ki permite usar armas especiais como Kama e Chakram.

As fases são projetadas para testar movimentação, precisão e velocidade, registrando o desempenho ao final de cada estágio e incentivando a repetição em busca de melhores resultados.

A escolha da The Game Kitchen para liderar o projeto ocorreu após a Dotemu receber autorização da Koei Tecmo para criar uma aventura 2D de Ninja Gaiden e procurar o estúdio espanhol devido ao trabalho em Blasphemous. A equipe chegou a experimentar uma abordagem inspirada nos capítulos 3D, mas concluiu que o combate baseado em combos não funcionava bem em duas dimensões, voltando então ao design dos jogos de NES e ao movimento constante como base.

A Team Ninja, responsável pelos capítulos modernos da série, atuou como consultora, fornecendo comentários sobre versões iniciais do projeto.

Na crítica, Ninja Gaiden: Ragebound possui média 84 no Metacritic e 92% de recomendação no OpenCritic. Os pontos elogiados incluem combate, design de fases, batalhas contra chefes e direção de arte em pixel art, embora a duração relativamente curta tenha dividido opiniões. O VOXL concedeu nota 90, destacando ação, protagonistas e dificuldade.

Para quem nunca jogou Ninja Gaiden, Ragebound funciona como porta de entrada interessante, pois não exige conhecimento prévio da história de Ryu Hayabusa. Para fãs antigos, o jogo oferece o prazer de reconhecer conceitos, inimigos e movimentos clássicos enquanto apresenta novidades.

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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