Neymar assume papel de gestor no Santos enquanto clube enfrenta crise financeira, segundo colunistas
Milly Lacombe declarou que os entraves atuais do Santos tiveram origem na contratação de Neymar e que, atualmente, o atleta exerce a função de "gestor" com o objetivo de solucionar o cenário que ele próprio ajudou a gerar.
No debate transmitido pelo programa Fim de Papo, do Canal UOL, os comentaristas abordaram o peso de Neymar dentro e fora de campo, o momento da equipe no Campeonato Brasileiro e fizeram comparações entre o camisa 10 e demais jogadores do elenco.
A colunista ressaltou que o Santos tem apresentado melhor desempenho como conjunto quando Neymar não está em campo e que, neste momento, o meio‑campo de Bontempo tem sido mais relevante para o clube do que o próprio Neymar. Ela ainda apontou que, ao atuar como gestor, Neymar teria resolvido um problema que sua própria chegada gerou, citando os elevados valores gastos com sua contratação.
Segundo Milly, Neymar chegou ao clube sem condições físicas adequadas, participou de poucos jogos no início da temporada, teve algumas atuações positivas no Campeonato Paulista contra equipes menores, mas tende a desaparecer em partidas de maior relevância.
A colunista também destacou o contraste entre o que Neymar entrega em campo e o que representa como símbolo. Para ela, o principal legado do camisa 10 está mais associado ao estrelato – como venda de camisas, público que comparece aos estádios apenas para “ver Neymar jogar” e a expectativa de dribles e jogadas extraordinárias – do que ao desempenho esportivo.
Alicia Klein ponderou que ainda é prematuro rotular a atuação de Neymar como "salvação" financeira, uma vez que não há clareza sobre o custo futuro das operações envolvendo o Santos e a Neymar S/A. Ela enfatizou a dificuldade de avaliar o peso da dívida que o clube está assumindo com a empresa de Neymar, em vez de recorrer ao mercado tradicional.
Além disso, Alicia criticou a inconstância do camisa 10, afirmando que o time não consegue prever quando poderá contar com ele, seja por lesões ou por episódios de descontrole em campo. Ela citou que, após a partida contra o Bahia, Neymar ficará indisponível até depois da data‑FIFA, justamente porque perdeu a cabeça contra o adversário.
Renan Teixeira avaliou que a ausência de Neymar pode, na visão dele, favorecer o técnico Cuca na montagem de um time mais equilibrado, já que não há a obrigação de encaixar simultaneamente várias estrelas. Segundo o comentarista, quando o camisa 10 está suspenso por dois ou três jogos, como ocorre atualmente, Cuca tem alívio, pois não precisa alinhar Gabriel, Neymar, Coutinho e "Cebolinha" juntos, situação que, na opinião de Renan, compromete a consistência defensiva.
Alicia Klein também comentou sobre o "Caso Seedorf" no Corinthians, classificando‑o como mais um erro de gestão. Ela observou que assumir um risco elevado por um valor alto, com uma comissão técnica mais cara que a de Fernando Diniz e a possibilidade de a CONMEBOL não aceitar, representa um erro claro para o clube.
Este texto apresenta opiniões e interpretações dos colunistas e comentaristas e não reflete necessariamente a posição oficial do UOL.
Com informacoes de UOL.

