NASA usa 'truque' para estender vida útil da sonda Voyager 2

Por Cosmo Ricardo Nunes em Rio Verde, GO 12/08/2026 07:32
NASA usa 'truque' para estender vida útil da sonda Voyager 2

Foto: via Canaltech

A sonda Voyager 2, lançada pela NASA em 1977, é uma das duas espaçonaves que ainda estão em operação no espaço interestelar, como já mostramos em nossa matéria sobre as sondas Voyager, que são as únicas espaçonaves em operação no espaço interestelar.

Para manter os instrumentos da espaçonave ativos por mais tempo, a agência espacial se voltou para uma espécie de 'truque' apelidado carinhosamente de Big Bang. O que acontece é que as sondas Voyager dependem de uma espécie de bateria alimentada pelo calor gerado pelo decaimento do plutônio, um isótopo.

Só que essas 'baterias' perdem cerca de quatro watts por ano em cada espaçonave — e se considerarmos que ambas somam mais de 50 anos de viagem pelo espaço, a preocupação da agência espacial não surpreende. É aqui que entra o 'Big Bang'. Os sistemas da sonda estão operando no limite, e para dar um pouco mais de fôlego, os engenheiros desativaram alguns equipamentos sem fins científicos da sonda e adotaram alternativas para mantê-la aquecida mesmo tão longe do Sol.

Portanto, o 'Big Bang' em questão redirecionou a eletricidade da bateria nuclear do para conter a queda de energia sem comprometer o aquecimento da nave. Com o procedimento, o esperado é que os três equipamentos científicos da Voyager 2 continuem ativos por pelo menos mais um ano, adiando o desligamento forçado de sensores que coletam dados do espaço interestelar, ou seja, aquele fora do nosso Sistema Solar.

Um procedimento parecido deve ser feito na Voyager 1 nos próximos meses — como esta espaçonave está a mais de 25,5 bilhões de quilômetros da Terra, qualquer comando enviado daqui leva quase 24 horas para alcançá-la. Lançadas em 1977, as sondas gêmeas Voyager superaram, e muito, a expectativa de vida útil que os engenheiros tinham delas.

Hoje operando na região interestelar — a Voyager 1 desde 2012 e a 2, desde 2018 —, ambas continuam enviando dados inéditos sobre esta região nunca explorada pela humanidade. E assim devem continuar por mais algum tempo.

Com informacoes de Canaltech.

Cosmo Ricardo Nunes

Sobre o Autor: Cosmo Ricardo Nunes

Cosmo é o olho do MOTNAF.NEWS voltado pro infinito. De lançamentos da NASA e SpaceX a buracos negros, eclipses, missões a Marte e as descobertas que mudam nossa visão do universo, ele traduz o que rola lá em cima numa linguagem que qualquer terráqueo entende. Se aconteceu no espaço, o Cosmo já está de telescópio apontado.