Sondas Voyager: A Tecnologia Humana que Deixou o Sistema Solar
As sondas Voyager transformaram a forma como a humanidade conhece o Sistema Solar. Lançadas pela NASA em 1977 para explorar os planetas gigantes, elas superaram em muito os objetivos originais da missão e seguem viajando pelo espaço quase cinco décadas depois. Hoje, são os artefatos construídos pelo ser humano que chegaram mais longe da Terra e as únicas espaçonaves em operação no espaço interestelar.
Durante a exploração, as sondas Voyager 1 e 2 exploraram vários planetas gigantes, incluindo Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. A Voyager 1 explorou Júpiter e Saturno, enquanto a Voyager 2 passou pelos mesmos planetas e seguiu viagem até Urano e Netuno. Até hoje, a Voyager 2 é a única espaçonave a visitar Urano e Netuno, fornecendo imagens e medições detalhadas desses gigantes de gelo.
As Voyager realmente saíram do Sistema Solar? Segundo a NASA, sim, elas já operam no espaço interestelar após cruzarem a heliopausa, a fronteira onde termina a influência do vento solar e começa a predominar o ambiente entre as estrelas. No entanto, alguns pesquisadores defendem que o Sistema Solar é muito maior e inclui a Nuvem de Oort, uma região gigantesca formada por bilhões de corpos gelados que se estende por quase um ano-luz a partir do Sol.
Independentemente da definição adotada, há um consenso: as sondas Voyager continuam a surpreender cientistas com suas descobertas. Quase 50 anos após o lançamento, as duas sondas continuam transmitindo dados científicos para a Terra, analisando partículas, campos magnéticos e radiação do espaço interestelar. Elas seguem funcionando graças aos seus geradores nucleares de radioisótopos (RTGs), que produzem eletricidade a partir do calor liberado pela decomposição natural do plutônio-238.
As Voyager carregam o Golden Record, um disco banhado a ouro com sons, imagens e informações sobre a humanidade criado como uma espécie de cápsula do tempo. Mesmo quando finalmente perderem contato com a Terra, as sondas continuarão percorrendo a Via Láctea por milhões de anos, permanecendo como o exemplo mais distante já alcançado pela tecnologia construída pelo ser humano.
Com informacoes de Olhar Digital.

