Mourinho admite dor ao improvisar Valverde na lateral direita do Real Madrid
O Real Madrid vive uma fase de evolução que se refletiu em cinco vitórias seguidas, incluindo o clássico contra o Barcelona, e parte dessa melhora está na reformulação do meio‑campo.
A mudança central foi manter Aurelién Tchouaméni, mas deslocar Fede Valverde para a lateral direita, enquanto Arda Güler e Bernardo Silva ganharam minutos como volantes, trazendo mais controle e qualidade ao passe da equipe de José Mourinho.
Entretanto, a improvisação do meia uruguaio na ala tem incomodado o técnico português, que declarou em entrevista coletiva neste sábado que “isso me dói. Não gosto de provocar sentimentos ruins nos meus jogadores, gosto de proporcionar bons sentimentos a eles”.
Para que Valverde retornasse à lateral – posição que já ocupou sob Carlo Ancelotti e Xabi Alonso e na qual chegou a afirmar que não nasceu para jogar – foi necessário deixar no banco Trent Alexander‑Arnold e Denzel Dumfries, dois laterais‑direitos que se formaram nessa função e são considerados entre os melhores do mundo nos últimos anos.
Mourinho, com 63 anos e mais da metade da sua carreira em comissões técnicas, justificou a escolha ao afirmar que “quando você monta um elenco com uma base de dois jogadores por posição e, depois, coloca um terceiro para jogar, é algo de que não gosto, que me machuca e me deixa triste. Mas existem coisas mais importantes do que esses sentimentos: aquilo que é melhor para a equipe em determinado momento”.
Ele explicou a Alexander‑Arnold e a Dumfries que a decisão visava o benefício coletivo e não contra os jogadores, e ambos demonstraram boa receptividade ao argumento.
O treinador já antecipou que, no próximo domingo (1º), contra o Racing Santander, Valverde não iniciará a partida, pois o calendário apertado – com três jogos entre La Liga e Champions League em menos de uma semana – obriga a rodar o elenco. O Madrid ainda tem compromissos contra o AEK, da Grécia, na quarta‑feira (4), e contra o Valencia, no sábado (7), ambos fora de casa.
Na partida contra o Barcelona, pelas circunstâncias do jogo, Dumfries e Alexander‑Arnold acabaram entrando em campo. Mourinho ressaltou que, apesar da “gentileza” de jogar três partidas em seis dias, do acúmulo de cartões, do cansaço e de possíveis lesões, “no fim das contas, todos vão jogar”.
Com informacoes de Trivela.

