Morte de Lua Blanco: alimentação inadequada está ligada ao câncer de intestino

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 22/10/2026 21:00
Morte de Lua Blanco: alimentação inadequada está ligada ao câncer de intestino

Foto: via CNN Brasil

O câncer de intestino, também conhecido como colorretal, causou a morte da atriz Lua Blanco, no último dia 18. Aos 39 anos, a artista teve seu falecimento lamentado e reacendeu o debate sobre a importância do diagnóstico precoce e de manter hábitos mais saudáveis.

Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de carnes processadas, popularmente chamadas de embutidos, aumenta o risco para esse tipo de câncer. Entre os exemplos citados estão salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame, entre outros. A ingestão excessiva de carne vermelha também é apontada como fator de risco, especialmente quando ultrapassa 500 gramas de carne cozida por semana.

Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolver a doença são doenças inflamatórias do intestino, histórico familiar de câncer, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas.

Apesar de o público-alvo mais comum da doença ter mais de 50 anos, há um aumento de diagnósticos entre os mais jovens. Um relatório publicado na última semana pela World Cancer Research Fund (WCRF) identificou crescimento no número de casos de diversos tipos de câncer em pessoas com menos de 50 anos. Segundo a análise, mudanças de comportamento das novas gerações, como baixa atividade física e consumo de fast food e bebidas açucaradas, podem contribuir para o sobrepeso e a obesidade, identificados como o maior fator de risco para a doença.

A entidade também levantou outra hipótese: por associarem o câncer principalmente a pessoas mais velhas, os jovens nem sempre reconhecem os sinais de alerta e demoram a procurar atendimento médico, o que pode influenciar no diagnóstico.

O aumento, porém, não significa que o câncer tenha se tornado comum entre jovens. A idade segue como principal fator de risco. O que mudou foi a frequência de alguns tipos da doença, que, embora ainda sejam menos comuns nessa faixa etária, vêm sendo diagnosticados com mais frequência.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de intestino é uma doença heterogênea e multifatorial, que se desenvolve predominantemente a partir de mutações genéticas em pólipos, lesões benignas. Na colonoscopia, os médicos podem identificar e retirar esses pólipos, impedindo que a doença avance.

O instituto estima 53.810 casos por ano entre 2026 e 2028, sendo 26.270 em homens e 27.540 em mulheres. O número representa um aumento de 18% em relação ao triênio 2023-2025. Quando detectado de forma precoce, o câncer apresenta mais chances de cura.

O diagnóstico é feito por meio de biópsia, e também existem exames de rastreamento para identificar a possibilidade de desenvolver a doença. O tratamento depende do estágio do tumor e de sua localização, podendo incluir quimioterapia (uso de medicamentos). A retirada (ressecção) de parte do intestino que contém o tumor pode exigir a realização de um estoma, como colostomia ou ileostomia, procedimento que cria uma abertura no intestino e faz com que o paciente precise utilizar uma bolsa coletora externa.

Quando a doença está espalhada, com comprometimento de outros órgãos (metástases), como fígado ou pulmão, as chances de cura são menores.

Com informacoes de CNN Brasil.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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