Ministro Alexandre de Moraes determina prisão de diarista Silvia de Amorim Jesus por participação nos atos de 8 de janeiro

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 29/08/2026 03:40
Ministro Alexandre de Moraes determina prisão de diarista Silvia de Amorim Jesus por participação nos atos de 8 de janeiro

Foto: via Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, assinou nesta quinta-feira (27/8) um mandado de prisão sigiloso destinado à Polícia Federal, determinando o início do cumprimento da pena de 14 anos de reclusão em regime fechado contra a diarista Silvia de Amorim Jesus, de 46 anos.

Silvia, residente em Jaru (RO), encontrava‑se em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica até o momento da ordem. A defesa da acusada não foi localizada para comentar a decisão.

Conforme a decisão, o trânsito em julgado da ação penal que apurou crimes como tentativa de golpe de Estado e dano qualificado foi o fundamento para a execução da pena, relacionada aos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

Investigações da Polícia Federal revelaram que, um dia antes dos ataques, Silvia enviou mensagem a um contato identificado como “Gil”, escrevendo: “Tô indo para Brasília (…) o movimento é em Brasília (…) Tamo indo pra batalha. A previsão é para invadir e tomar o poder, essa é a chamada dessa vez, é o agro, os caminhoneiros e o povo (…)”.

No dia da invasão, a PF encontrou mensagens e gravações feitas por Silvia dentro do Palácio do Planalto e nas imediações do Congresso Nacional. Em uma das mensagens, ela escreveu: “É ao vivo meu irmão! Tomemos o poder irmão! Tá pegando fogo!”. Em outra, relatou: “Tomemo todos os poderes. Tamo aqui dentro do Planalto, em tudo, tudo. Tá tudo tomado. Chega e vem pra cá”.

Além das mensagens, a PF recuperou um áudio em que Silvia descreve a depredação e afirma participar de uma “guerra”. O trecho transcrito diz: “Estamos detidos na PF. Nós tomemo, mas, depois, vieram com muita polícia e jogaram bomba em nós até nós recuar. Bomba e bomba de borracha e spray de pimenta até nós recuar. Mas nós invadimo tudo. Quebramo aquele trem tudo”. Ela prossegue: “Agora pegaram nós de manhã cedo e trouxeram nós pra cá (…) É assim mesmo, nós entra numa guerra e está disposto a qualquer coisa (…) Não me arrependo não, faria tudo de novo. Não vou parar. Nós não vai parar, pode ter certeza. Não vamos entregar nosso país de mão beijada”.

Silvia foi inicialmente presa em 9 de janeiro, um dia após os ataques, por decisão do próprio ministro Moraes. No entanto, após a soltura, passou a cumprir medida cautelar com tornozeleira eletrônica até a expedição do novo mandado.

Com base nas informações extraídas do celular, o Ministério Público Federal ampliou a acusação contra Silvia. Enquanto a denúncia inicial abrangia os crimes de associação criminosa e incitação ao crime, sob a suspeita de participação apenas no acampamento em frente ao Quartel‑General do Exército, a nova acusação inclui os crimes relacionados à invasão dos prédios públicos, conforme apurado pela PF.

Outras manchetes relacionadas ao tribunal de Moraes e ao Ministério Público Federal foram destacadas na mesma página, como: “Moraes manda prender homem que driblou Itamaraty e fugiu para a Espanha”, “Calúnia a Lula: após defesa por escrito de Flávio, Moraes manda caso para PGR”, “Moraes manda cassar aposentadoria de Silvinei Vasques após condenação” e “Moraes manda PF prender técnica agrícola por descumprir cautelares”.

Com informacoes de Metrópoles.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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