Ministério Público abre procedimento para investigar suposto vazamento de prova e irregularidades em concurso de Araguaína

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 27/08/2026 08:00
Ministério Público abre procedimento para investigar suposto vazamento de prova e irregularidades em concurso de Araguaína

Foto: via G1

O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) iniciou um procedimento administrativo para fiscalizar o concurso público realizado pela Prefeitura de Araguaína após denúncias de vazamento de material de prova e outras irregularidades durante a aplicação.

As investigações foram desencadeadas por denúncias encaminhadas à Ouvidoria e recebidas pela 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína nos dias 23 e 24 de agosto, data em que as provas foram aplicadas. Segundo a promotoria, o caderno referente ao cargo de Analista Administrativo teria circulado em grupos de mensagens por volta das 11h39, antes de ser disponibilizado oficialmente pela banca organizadora.

O certame oferece 1.533 vagas, com salários que podem chegar a R$ 16.458,70, e registrou 38.350 inscritos. O cargo de Procurador Municipal foi o mais concorrido, com 542 candidatos por vaga.

Além do suposto vazamento, a promotoria recebeu relatos de diversas falhas na condução da prova: alguns candidatos foram orientados a levar garrafas transparentes sem rótulo, enquanto outros utilizavam garrafas térmicas e sacolas de supermercado; em uma das salas, candidatos que já haviam assinado a lista de presença começaram a responder a prova antes da chegada dos demais nomes para assinatura; foram apontadas inconsistências no cartão‑resposta, nas condições de acesso aos locais de prova e no tempo de espera antes da abertura dos portões.

O MPTO estabeleceu prazo de 10 dias para que a banca organizadora e a Prefeitura de Araguaína apresentem documentos que comprovem a elaboração, impressão, transporte, distribuição e eventual integralidade ou parcialidade do material supostamente vazado. O Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB) também foi citado e deverá fornecer informações sobre todo o processo logístico da prova.

Em paralelo, a promotoria solicitou esclarecimentos à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Subseção da OAB de Araguaína informou que está acompanhando o caso e encaminhará as irregularidades ao Conselho Seccional para avaliação e adoção de medidas cabíveis.

A Prefeitura de Araguaína, em nota oficial, declarou que até o momento não recebeu notificação formal do MPTO, mas que a comissão responsável pelo concurso continua monitorando o processo e prestará os esclarecimentos solicitados dentro dos trâmites legais.

O MPTO também apontou falhas no fornecimento de água ao local de aplicação da prova e requereu, em medida coletiva, o pagamento de R$ 1.000.000,00 a título de danos morais.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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