Meta AI barra nome completo de Lula, mas gera imagens citando Flávio Bolsonaro
A Meta AI, assistente de inteligência artificial da empresa, apresentou um comportamento inconsistente ao lidar com pedidos de imagens envolvendo candidatos à Presidência. Testes realizados pelo portal Tecnoblog mostraram que comandos com "Flávio 22" geraram as imagens, enquanto pedidos com o nome completo de Flávio Bolsonaro foram bloqueados. Já as solicitações com "Lula 13" foram recusadas, inclusive na mesma sessão de conversa com o chatbot. Por outro lado, a ferramenta produziu normalmente imagens quando recebeu o comando com "Luiz 13".
Segundo a Meta, o problema decorreu de um erro de configuração nos filtros de nomes simples dos candidatos, e a companhia já adotou medidas corretivas. Internamente, o caso é tratado como falha técnica: enquanto os nomes completos dos candidatos são bloqueados, os primeiros nomes não são afetados pelo filtro, o que explica a geração de figuras com "Flávio" e "Luiz". A empresa afirmou ter implementado salvaguardas adicionais para impedir a criação de imagens a partir de comandos que usem apenas o primeiro nome dos candidatos e o número de urna, mas a mudança ainda não está plenamente visível para os usuários, e não há previsão precisa de quando isso ocorrerá.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais por causa das regras eleitorais brasileiras para ferramentas automatizadas. A Resolução nº 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe sistemas automatizados de emitir opiniões, recomendar votos ou favorecer ou desfavorecer candidaturas, inclusive por meio de respostas geradas automaticamente. Em agosto, o Tecnoblog já havia mostrado que os principais chatbots do mercado descumpriam essas regras, com ChatGPT, Grok e Gemini criando listas de presidenciáveis após comandos simples.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (16/10), a Meta confirmou que falhas técnicas nas proteções da Meta AI permitiram gerar algumas imagens relacionadas a candidatos, mas afirmou que o erro foi corrigido no mesmo dia. A empresa negou que tenha favorecido qualquer candidatura e citou uma decisão do TSE segundo a qual, naquela fase do processo, não havia indícios suficientes de privilégio partidário deliberado na distribuição de conteúdo.
Com informacoes de Tecnoblog.

