Mansão de Nasser Fares, avaliada em R$ 72,8 milhões, vai a leilão com sete ordens de indisponibilidade registradas

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 06/09/2026 15:01
Mansão de Nasser Fares, avaliada em R$ 72,8 milhões, vai a leilão com sete ordens de indisponibilidade registradas

Foto: via VEJA

Uma mansão de Nasser Fares, executivo da Marabraz, avaliada em R$ 72,8 milhões, será leiloada judicialmente em Alphaville, no condomínio Fazenda Tamboré Residencial 2, em Santana de Parnaíba.

A matrícula atualizada do imóvel registra sete ordens de indisponibilidade de bens e direitos em nome de Fares. Três averbações reproduzem ordens anteriores, de 2022 e 2023, transportadas de matrículas precedentes do imóvel, enquanto outras quatro estão relacionadas a ordens comunicadas em 2026. As indisponibilidades têm origem tanto na Justiça Federal quanto no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

Essas sete indisponibilidades impedem que o proprietário disponha livremente do patrimônio, mas não impedem a realização de leilão determinado pela Justiça. Caso a mansão seja arrematada, as restrições registradas por outros processos precisarão ser tratadas pelo juízo responsável pela venda, e credores com preferência poderão disputar o dinheiro obtido.

A penhora que motivou o leilão decorre de uma execução que tramita na 1ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, onde Nasser Fares figura como executado. Segundo o edital, o débito atualizado informado no processo era de aproximadamente R$ 2,4 milhões em agosto. O leilão será realizado pelo Portal Bayit, com a leiloeira Priscila Pena Crepaldi, registrada na Jucesp sob o nº 1001.

O imóvel possui cerca de 2.640 metros quadrados de área construída em um terreno de aproximadamente 5.130 metros quadrados. A avaliação judicial foi fixada em R$ 72,833 milhões. Caso não haja comprador na primeira etapa, o edital admite, na segunda, lance mínimo equivalente a 70% da avaliação, ou seja, cerca de R$ 51 milhões.

O leilão tramita em processo distinto da recuperação judicial da Marabraz. A varejista pediu proteção à Justiça em agosto para renegociar cerca de R$ 140 milhões em dívidas. Portanto, a existência da recuperação judicial da empresa não deve ser confundida com a execução que resultou na penhora do imóvel registrado em nome de Nasser.

As averbações de indisponibilidade não significam, por si só, que a mansão esteja sendo executada em todos os sete processos ou que exista decisão definitiva sobre eventual responsabilidade de Fares em cada um deles; elas apenas registram determinações judiciais de indisponibilidade de bens e direitos anotadas na matrícula do imóvel.

Com informacoes de VEJA.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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