Mansão mais cara do Brasil dá lugar a condomínio de dez casas no Leblon
Antes da demolição avançar, sete das dez casas que serão construídas no terreno da mansão mais cara do país, localizado no Jardim Pernambuco, já têm compradores, com valores de venda que variaram de R$ 24 milhões a R$ 42 milhões.
Restam, portanto, três casas disponíveis. Cada lote terá entre 900 m² e 1.800 m², tamanho considerado raro no sofisticado Jardim Pernambuco, onde os terrenos costumam ter cerca de 500 m² e grande parte fica em áreas inclinadas; no novo condomínio predominam espaços planos.
As primeiras máquinas chegam ao terreno nesta sexta‑feira, marcando o início da derrubada da estrutura remanescente da construção. Ao longo dos últimos quatro meses, os antigos proprietários retiraram móveis, obras de arte, mais de 70 janelas, piso e até o sistema de refrigeração.
Quem quiser levar para casa um pedacinho daquele luxo pode participar do leilão, que já está sendo realizado on‑line e tem 1.681 itens sendo oferecidos. O corrimão de ferro pintado, que confere charme à escadaria principal do casarão, tem lance inicial de R$ 2.200. Um conjunto de 11 portas e janelas do segundo andar, do lado direito da casa, foi avaliado em R$ 8 mil. O portão de ferro da entrada principal poderá ser adquirido por no mínimo R$ 30 mil. Todos os vasos sanitários e bidês do imóvel são vendidos por R$ 1 mil cada. Há ainda um par de luminárias a partir de R$ 320 e um armário de banheiro por R$ 100. E, se for apenas uma lembrança, está sendo oferecida uma foto, modificada por IA, da casa sendo demolida por R$ 1.
De acordo com a incorporadora Mozak, apenas o “esqueleto” da residência será demolido. O novo empreendimento ocupará o terreno de 11,5 mil metros quadrados. – A gente não está fazendo a demolição da casa mais cara do Brasil. Estamos fazendo a sucessão dela para as próximas dez casas mais imponentes da cidade do Rio – afirma Breno Elehep, diretor da Mozak.
Os sete compradores que já fecharam negócio são brasileiros e, segundo a incorporadora, a maioria são cariocas. Entre eles estão empresários do mercado financeiro, advogados e nomes ligados ao agronegócio.
O Estância Pernambuco terá, na área comum, quadra de beach tennis, campo de futebol, parquinho infantil, academia e espaço para caminhada. Todos os lotes têm vista para o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o mar do Leblon.
O projeto prevê segurança reforçada com três portões até a entrada de cada casa. Todas as construções serão personalizadas com projetos que levam a assinatura do arquiteto Thiago Bernardes, responsável pelo Museu de Arte do Rio (MAR) e por trabalhos de ampliação no Instituto Moreira Salles e no Instituto Burle Marx.
Ontem o trabalho de desmonte era intenso na mansão em estilo inglês. Ainda estavam pelos cômodos centenas de quadros e esculturas, além de sofás, cristaleiras e luminárias. No quintal, a piscina e o heliponto também serão demolidos. Esse processo deve durar três meses.
Com informacoes de O GLOBO.

