Mais de 58% dos brasileiros acreditam que IA influenciará o voto nas próximas eleições

Por Viviane Cristina Santos em Rio Verde, GO 18/09/2026 09:08
Mais de 58% dos brasileiros acreditam que IA influenciará o voto nas próximas eleições

Foto: via VEJA

Em uma eleição presidencial inédita, em que ferramentas de inteligência artificial generativa são empregadas tanto por candidatos na produção de conteúdo quanto por eleitores na busca de informações, um levantamento da Fbiz – agência de comunicação do grupo britânico WPP – revelou que 58,1% dos participantes acreditam que a tecnologia terá influência nas decisões de voto.

Dos entrevistados, 34,8% consideram que a IA trará impactos positivos e negativos em igual medida. Quando questionados sobre os efeitos concretos, 29,7% preveem que a tecnologia ampliará a propagação de notícias falsas e dificultará a escolha do eleitor, enquanto apenas 18,7% acreditam que ela auxiliará a população a tomar decisões mais bem informadas.

O estudo também aponta para um amplo uso das ferramentas de IA: 92,6% dos brasileiros acessam esses recursos por meio de smartphones, independentemente da classe social. Em termos de confiança, a IA lidera com 70,4%, superando jornais e sites de notícias (59,2%), YouTube (55,2%), televisão (48,8%) e redes sociais (28,4%).

Alguns entrevistados relataram já utilizar a IA como referência para checar a veracidade de declarações políticas. Um deles explicou que antes recorria ao Google, mas agora confia na IA para validar se a fala de um candidato é fato ou fake news. Outro afirmou que, ao receber uma notícia suspeita no celular, recorre imediatamente à IA para verificar as fontes antes de compartilhar.

Entretanto, prevalece o receio de que a IA possa ser empregada na difusão de informações falsas durante o pleito. Os principais temores apontados foram a utilização da tecnologia para gerar fake news (55,1%) e deepfakes (52,9%). Além disso, 50,9% temem a dificuldade de distinguir conteúdo real do produzido por IA, e 49,7% veem risco de manipulação da opinião pública.

O otimismo quanto ao uso da IA para combater a desinformação ainda é limitado: apenas 26,3% dos participantes acreditam que a tecnologia será empregada nesse sentido.

Especialistas interpretam esses números como indicativos de uma “corrida armamentista” da IA, que simultaneamente facilita a produção massiva de desinformação e se populariza como ferramenta de verificação de fatos.

A pesquisa, intitulada Prompt‑me, entrevistou 1.258 brasileiros de todas as regiões, abrangendo faixas etárias de 16 a mais de 60 anos, diferentes gêneros e classes sociais, com margem de erro de aproximadamente 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo foi conduzido em parceria com a plataforma On The Go e terá sua versão completa divulgada no final de setembro, abordando hábitos de consumo, confiança em buscadores, papel da IA no trabalho e nos estudos, impacto nas jornadas de compra e decisões de consumo, além de questões éticas e perspectivas futuras da população.

Com informacoes de VEJA.

Viviane Cristina Santos

Sobre o Autor: Viviane Cristina Santos

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