Magazine Luiza (MGLU3) registra alta de 22,94% e anuncia parceria para listar 27 mil SKUs no marketplace da Mercado Livre (MELI34)

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/09/2026 13:00
Magazine Luiza (MGLU3) registra alta de 22,94% e anuncia parceria para listar 27 mil SKUs no marketplace da Mercado Livre (MELI34)

Foto: via InfoMoney

A Magazine Luiza (MGLU3) e o Mercado Livre (BDR: MELI34) anunciaram nesta quarta‑feira (2) uma parceria que permitirá à Magalu listar aproximadamente 27 mil SKUs de seu estoque próprio no marketplace da MELI, com as primeiras vendas previstas para setembro.

Às 12h05, as ações da Magalu subiam 22,94%, cotadas em R$ 5,68, refletindo a reação positiva do mercado ao anúncio.

O acordo inclui também as marcas KaBuM! e Época Cosméticos, com a Netshoes prevista para ser adicionada em fase posterior.

Os termos da parceria são semelhantes ao acordo firmado com a Amazon em junho e à colaboração já existente entre a MELI e a Casas Bahia (BHIA3).

Além da iniciativa de marketplace, a Magalu atualizou sua operação de quick‑commerce ao criar a aba “Magalu Delivery” no aplicativo, que oferece acesso a restaurantes, supermercados e farmácias operados pela Aiqfome, plataforma de entregas adquirida pelo grupo em 2020.

Segundo a Ativa Investimentos, a parceria é positiva para ambas as partes: a Magalu ganha um novo canal de vendas com potencial de margem superior à mídia paga, enquanto o Mercado Livre amplia seu sortimento de produtos de linha branca e móveis, categorias nas quais ainda tem baixa penetração.

A XP Investimentos também avaliou o anúncio como favorável à Magalu, apontando espaço para aumento nas vendas de produtos de primeira linha (1P) no quarto trimestre de 2026, semelhante ao que a Casas Bahia deve observar a partir do quarto trimestre de 2025.

Para a Magazine Luiza, o início do quarto trimestre de 2026 traz a perspectiva de um selo Prime e alguns meses de curva de aprendizado nas vendas por meio de parcerias. A administração estima que cerca de 75% dos compradores na plataforma da MELI serão novos clientes da Magalu, o que deve limitar a canibalização no curto prazo.

Com a Casas Bahia em processo de recuperação judicial e com recentes fechamentos de lojas, a XP espera que a Magalu conquiste parte da fatia de mercado deixada pela concorrente.

No entanto, a corretora alerta que um cenário macroeconômico desfavorável pode restringir a recuperação e que, a longo prazo, há risco de canibalização nos próprios canais da Magalu.

Em relação ao Mercado Livre, a XP destaca que o acordo ajuda a preencher lacunas no sortimento da plataforma argentina, especialmente itens de grande porte como eletrodomésticos e produtos de linha branca. Aproximadamente 1.200 lojas da Magalu podem ampliar a capilaridade da MELI ao funcionarem como pontos de coleta e devolução, e a Magalog, braço logístico da varejista, poderia eventualmente apoiar as entregas desses produtos.

Apesar dos benefícios, a XP considera o acordo mais estratégico que transformador: o GMV da Magalu representa menos de 15% do volume bruto de mercadorias movimentado pelo Mercado Livre no Brasil, enquanto o da Casas Bahia fica abaixo de 6%. Além disso, apenas parte do sortimento das empresas será disponibilizada na plataforma, reforçando a ideia de defesa de categorias específicas sem necessidade de grandes investimentos logísticos.

Em outros destaques do dia, o Tribunal do Cade aprovou a compra de participação na CRDC pela B3, sob condições específicas; o Iene disparou, indicando sinais de nova ofensiva do Japão para defender sua moeda; Petrobras, Vibra e Ultrapar foram apontadas como preferidas do JPMorgan em um cenário de oferta restrita; e o Ibovespa avançou, encostando nos 186 mil pontos, após empate técnico entre Lula e Flávio.

Com informacoes de InfoMoney.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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