Madrinha da Cidade Alta é presa por gestão contábil do TCP e envolvimento em homicídios, afirma delegado
Luana Rosa de Araújo foi identificada pela polícia como a principal colaboradora de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Terra (TCP). Segundo o delegado Bruno Ciniello, titular da 38ª Delegacia (Brás de Pina) e responsável pelas investigações, Luana atuava como a contadora da organização, gerenciando as finanças dos negócios ilícitos.
Além da função contábil, a investigada teria participado ativamente de um homicídio em 2021, ao lado de outros membros da facção, na comunidade Massapê, localizada em Duque de Caxias. Na época, ela liderava a comunidade, que era dominada pelo TCP.
Na última terça‑feira, as forças de segurança cumpriram quatro mandados de prisão preventiva contra Luana: dois por homicídio e dois por associação para o tráfico. A prisão ocorreu na Cidade Alta, uma das cinco comunidades que compõem o Complexo de Israel.
Durante a operação, foram apreendidos um celular, um notebook e um bloco de anotações utilizado pelo tráfico. O delegado Ciniello destacou que o bloco de anotações comprova a confiança que o Peixão depositava em Luana, afirmando que o material pode conter informações que aproximem a polícia do líder da facção.
Em entrevista, Ciniello informou que a polícia investiga a possibilidade de que Luana tenha recebido de presente um fuzil cor‑de‑rosa, símbolo da confiança do Peixão. "Vamos trabalhar incansavelmente até que o Peixão seja capturado", declarou o delegado.
No total, seis pessoas foram detidas na ação de terça‑feira. Outras duas foram conduzidas à delegacia para registro. Todas as detenções ocorreram dentro do Complexo de Israel.
Em paralelo, a Força Municipal do Rio de Janeiro registrou, nos últimos cinco meses, mais de 12 mil abordagens e 1.126 prisões e conduções. A Federação do Setor de Segurança Privada estimou que o estado possui mais de 100 mil vigilantes ilegais.
Com informacoes de Extra online.

