Macaco-prego Alcebíades morre após captura em condomínio de alto padrão em Salvador
O macaco-prego chamado Alcebíades faleceu depois de ser capturado em Salvador, informação divulgada nesta quinta‑feira, 8 de outubro.
O tutor, ex‑deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), afirmou suspeitar de envenenamento e solicitou perícia independente para esclarecer as circunstâncias da morte.
Alcebíades foi capturado na segunda‑feira, 5 de outubro, após invadir residências no condomínio Alphaville 2, de alto padrão, em Salvador.
Durante as invasões, o animal quebrou um box de vidro, entrou em um quarto onde havia um bebê de cinco dias de vida e feriu algumas pessoas.
Moradores relataram que o macaco teria ingerido bebida alcoólica, álcool 70 % e uma cartela de medicamentos, além de ter consumido bebidas alcoólicas.
A captura foi realizada pela Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (Coppa) da Polícia Militar, que precisou de mais de três horas e meia e de rede específica para contê‑lo.
Após ser contido, Alcebíades foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde chegou desacordado, com nível de consciência reduzido e resposta diminuída a estímulos.
O exame clínico no Cetas registrou lesões traumáticas na região da face, hipertermia acentuada e frequência cardíaca elevada; os profissionais consideraram a hipótese de exposição a agente tóxico, mas os sinais foram julgados inespecíficos e não confirmaram intoxicação, segundo nota enviada ao portal.
O animal recebeu atendimento veterinário e monitoramento, mas morreu às 18h42 da mesma segunda‑feira, 5 de outubro; o corpo será enviado para necropsia a fim de esclarecer a causa da morte.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) informou que investigará as circunstâncias do manejo do animal e verificará eventual negligência por parte do tutor; a assessoria de Moraes não se pronunciou.
Marcell Moraes publicou no Instagram: "Ele saiu daqui saudável e foi levado pela polícia depois de entrar na casa de vizinhos do Alphaville 2. Agora meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente". Em sequência, escreveu que não aceitará silêncio, descaso nem impunidade, e que pretende processar e buscar responsabilização de todos os envolvidos, afirmando que irá até o fim por justiça para Alcebíades.
O G1 tentou contato com a assessoria do ex‑deputado, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.
Alcebíades era frequente nas redes sociais de seu tutor, aparecendo em fotos e vídeos; possuía perfil com mais de 10 mil seguidores em uma rede social, que foi desativado após os fatos.
O ex‑deputado concorreu ao cargo de deputado federal pela Bahia neste ano, mas não foi eleito.
Com informacoes de G1.

