Lula enfatiza união e responsabilidade fiscal em discurso na TV, sem anunciar medidas

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 08/11/2026 10:31
Lula enfatiza união e responsabilidade fiscal em discurso na TV, sem anunciar medidas

Foto: via Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentará um pronunciamento às 20h30 deste domingo, 8, em rede nacional de rádio e televisão, elaborado por uma equipe no Palácio do Planalto com o objetivo de promover a reconciliação do país após a acirrada disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O discurso adotará um tom de "day after", reforçando que a eleição terminou, a vitória pertence ao Brasil e o país está preparado para avançar com responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas, conforme o slogan da campanha.

Lula agradecerá os 64.256.232 votos obtidos no segundo turno, em 25 de outubro, mencionando a participação de homens, mulheres, jovens e dedicando atenção especial aos idosos que, apesar das dificuldades de locomoção, foram às urnas por acreditar no país.

Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, integrou a equipe responsável pela redação do pronunciamento, ao lado dos assessores de discurso presidencial.

O presidente realizou alterações no texto gravado na quinta‑feira, inserindo destaque às conquistas de sua gestão para retomar o crescimento e inserindo crítica à alta taxa de juros; essas inserções ampliaram a duração do discurso para 7 minutos e 44 segundos.

Na televisão, a declaração será exibida na noite de domingo; no rádio, a transmissão ocorrerá às 7h30 de segunda‑feira, 9.

Embora não detalhe ações específicas para o quarto mandato, Lula reafirmará o compromisso com o dinamismo da atividade econômica. As propostas para estabilizar a relação dívida/PIB serão apresentadas ao presidente apenas na segunda quinzena deste mês, após sua viagem internacional que começa amanhã.

Lula viajará à Turquia para participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31) e, em seguida, à Filipinas para a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Ao retornar, ele pretende convidar empresários e representantes de peso do PIB para uma nova reunião no Palácio da Alvorada.

O nome do futuro ministro da Fazenda na gestão Lula 4 ainda não foi definido. Na última quinta‑feira, o atual titular, Dario Durigan, recebeu elogios em reunião a portas fechadas com Lula, ministros e economistas no Alvorada. Comentários surgiram indicando que Durigan pode permanecer na equipe por mais tempo, embora nada esteja oficializado.

Aliados observaram que o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, filiado ao PT e cotado na bolsa de apostas para a Fazenda, não foi convocado para a reunião que tratou do cenário econômico. Outro nome mencionado para o cargo é o vice‑presidente Geraldo Alckmin.

Lula tem ouvido sugestões, mas deve anunciar a nova composição da equipe somente em meados de dezembro.

Além de Durigan e Alckmin, participaram da reunião de quinta‑feira, no Alvorada, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), bem como os economistas Fernando Haddad, Aloizio Mercadante (presidente do BNDES), Guido Mantega, Luciano Coutinho, Laura Carvalho e Eduardo Moreira.

O encontro registrou críticas à interrupção do ciclo de corte de juros pelo Banco Central; na semana passada, a instituição manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, gerando protestos do governo. Os economistas presentes alertaram contra a polarização entre ajuste fiscal e manutenção dos programas sociais.

No pronunciamento, Lula também afirmará que os programas sociais consolidados permanecerão no quarto mandato, acompanhados do equilíbrio das contas públicas, e reiterará que entregou o Orçamento de 2027 com superávit.

Com informacoes de Estadão.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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