Lula aciona TSE contra Ronaldo Caiado e Renan Santos por suposta ofensa à honra em debate da Band
A defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com duas petições no Tribunal Superior Eleitoral na quarta‑feira, 26 de julho, contra os concorrentes à Presidência Ronaldo Caiado, ex‑governador de Goiás (PSD), e Renan Santos, candidato do partido Missão.
Os documentos apresentados solicitam a retirada de conteúdos publicados nas redes sociais pelos dois políticos, a aplicação de multa no valor de R$30 mil a cada um e a proibição de impulsionar tais postagens, sob a alegação de que as falas configuram ofensa à honra do mandatário.
Segundo a petição, as declarações teriam sido feitas durante o debate transmitido pela Band no domingo, 23 de julho, quando Lula e Flávio Bolsonaro (PL) não compareceram ao evento. A ausência dos dois foi repetidamente criticada pelos participantes, inclusive por Romeu Zema (Novo), que também não esteve presente.
Ronaldo Caiado teria usado o termo “Dark horse” em diversas intervenções, tentando associar o presidente a um escândalo envolvendo o filme de mesmo nome. A defesa argumenta que não há qualquer vínculo entre Lula e o caso e que o uso do trocadilho tem o objetivo de confundir o eleitorado.
Renan Santos, por sua vez, teria proferido seis expressões consideradas ofensivas, entre elas “ladrão”, “bêbado”, “safado” e a afirmação de que o PT seria “inimigo das polícias”. A equipe jurídica classifica essas falas como calúnia, difamação e injúria, ressaltando que foram reproduzidas nas redes sociais pelos apoiadores do candidato.
Durante o debate, Renan chegou a exibir fraldas com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro enquanto respondia a jornalistas, e tentou direcionar uma pergunta ao presidente, mas foi impedido pela apresentadora, que o orientou a escolher um dos candidatos presentes, levando-o a fazer a indagação a Alexandre Cury.
Em nota ao G1, o advogado de Caiado, Ricardo Penteado, acusou Lula de “ofender o eleitor brasileiro ao recusar‑se a participar do debate” e caracterizou a ação judicial como tentativa de censura ao adversário.
A primeira‑dama Janja, em comunicado divulgado na terça‑feira (25), classificou as declarações de Renan contra ela como misóginas, denunciando que sugerir que a convivência com a esposa de um adversário político seria motivo de “pena” ultrapassa o âmbito da crítica política. Renan respondeu que “mulheres não são desagradáveis, ela é que é” em entrevista à rádio TMC, e o partido Missão reiterou que as falas constituem críticas políticas legítimas inseridas no debate eleitoral.
Com informacoes de G1.

