Ligia Sanches Moro, conhecida como 'Malévola', recebe 12 anos e três meses de prisão por crime organizado

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 30/08/2026 13:20
Ligia Sanches Moro, conhecida como 'Malévola', recebe 12 anos e três meses de prisão por crime organizado

Foto: via G1

Ligia Sanches Moro, de 44 anos, também chamada de 'Malévola' e 'Loira', foi sentenciada a 12 anos e três meses de reclusão pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas.

A prisão da acusada ocorreu em 12 de fevereiro, quando a Polícia Civil a deteve em uma residência no bairro Guapurá, em Itanhaém, no litoral de São Paulo.

Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, máquinas de cartão, além de registros manuscritos que detalhavam a divisão de tarefas e apontavam a articulação interna da facção.

Segundo a sentença proferida pela 4ª Vara Criminal de Itanhaém, na última terça‑feira (dia 25), a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, e a condenada também foi condenada ao pagamento de 1.200 dias‑multa.

O juiz Rafael Vieira Patara destacou que o conjunto probatório demonstra, de forma segura, a atuação consciente e efetiva da ré na organização criminosa, exercendo função de comando e mantendo vínculo estável e permanente com o tráfico de drogas.

Em depoimento judicial, Ligia admitiu ter integrado a organização, mas alegou que foi desligada em 2020 e que seu ingresso ocorreu por conta do casamento com pessoa envolvida no tráfico.

Ela reconheceu o apelido 'Loira', porém negou exercer a função de "sintonia final dos Estados", afirmando que sua atuação se restringiu ao período em que esteve presa e que os cadernos apreendidos continham anotações de um projeto de ONG.

A defesa requereu a revogação da prisão preventiva, pedindo substituição por detenção domiciliar alegando grave condição de saúde e necessidade de tratamento médico contínuo. O Ministério Público de São Paulo contestou a alegação de neoplasia maligna, apontando que um dos exames apresentados resultou negativo, e solicitou à unidade prisional um relatório atualizado sobre a saúde da condenada.

A foto divulgada pela polícia apresenta o rosto de Ligia borrado, conforme prática de proteção de identidade.

Com informacoes de G1.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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