KNCR11 lidera recomendações de FIIs para setembro, com BTLG11 e XPML11 em destaque, aponta Money Times
Um levantamento realizado pelo Money Times, que consolidou carteiras de bancos, corretoras e casas de análise, apontou o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) como o fundo imobiliário mais recomendado para o mês de setembro, com nove indicações. Na sequência, o BTG Pactual Logística (BTLG11) recebeu oito menções e o XP Malls (XPML11) chegou a sete recomendações. O Kinea Hedge Fund (KNHF11) ficou em quarto lugar com seis indicações, enquanto cinco fundos – Bresco Logística (BRCO11), Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), Hedge Brasil Shopping (HGBS11), HSI Malls (HSML11) e Vinci Logística (VILG11) – empataram em quinto, cada um com cinco menções.
A preferência pelo KNCR11 decorre da forte exposição da carteira ao CDI. O fundo concentra seus investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), mantendo 91 papéis, em sua maioria classificados como high grade, ou seja, de risco de crédito reduzido. Aproximadamente 100% desses CRIs são indexados ao CDI e contam com garantias de alienação fiduciária e cessão de recebíveis. O Santander projeta um dividend yield de 13,2% para os próximos 12 meses, embora ressalte que cortes adicionais na taxa Selic possam, gradualmente, reduzir os rendimentos. A XP corroborou a visão de que o KNCR11 deve continuar entregando renda atrativa, sustentada por uma Selic ainda elevada, pela baixa volatilidade em relação a outros FIIs e pela experiência da gestão.
O BTLG11, segundo colocado, ganhou destaque após concluir uma emissão de cotas que arrecadou cerca de R$ 1,8 bilhão, reforçando sua caixa para novas aquisições. O Santander incluiu o fundo em sua carteira, substituindo o BRCO11, e destacou que o BTLG11 negocia com desconto aproximado de 7% em relação ao valor patrimonial. O fundo possui 34 galpões logísticos, alta taxa de ocupação e contratos de longo prazo com inquilinos como Assaí, DHL, Unilever e Amazon, e tem dividend yield estimado em torno de 10% para o próximo ano. A XP trouxe à tona a recente compra do galpão BTLG Guarulhos I por R$ 375 milhões, adquirido com cap rate de cerca de 9,1% e pagamento parcelado, o que deve gerar retorno médio de 15,2% nos primeiros 18 meses da operação.
Com sete indicações, o XPML11 se destaca como o fundo de shopping centers mais recomendado para setembro. Seu portfólio reúne participação em 26 empreendimentos, totalizando 274 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) própria. O Santander aponta dividend yield de 10,8% nos próximos 12 meses e valoriza a diversificação, a consistência operacional e a atuação da gestão na compra e venda de ativos. Entre os shoppings mais relevantes estão o Catarina Fashion Outlet, Shopping Cidade Jardim e Pátio Higienópolis. A XP reforça a recomendação ao citar a maturidade dos shoppings, a melhoria operacional do portfólio e a possibilidade de ganhos adicionais por reciclagem de ativos.
Além do BTLG11, outros três fundos logísticos apareceram entre os mais recomendados: BRCO11, VILG11 e LVBI11. O BTG Pactual destaca que esses fundos combinam imóveis de alto padrão, contratos de longo prazo e localização próxima aos principais centros consumidores. O VILG11, com cinco indicações, negocia com desconto patrimonial, apresenta vacância reduzida e possui a maior parte dos contratos com vencimento somente após 2028, o que o torna atrativo segundo o Santander.
No segmento de shoppings, HGBS11 e HSML11 também acumularam cinco recomendações cada. O BTG Pactual ressalta que o HGBS11 reúne ativos em regiões maduras, baixa alavancagem e bom desempenho operacional, enquanto o HSML11 se beneficia da participação majoritária nos empreendimentos e do potencial de ganhos com a venda de ativos.
Em perspectiva macroeconômica, a recente queda da inflação e a continuidade do ciclo de cortes da Selic podem favorecer os FIIs, sobretudo os fundos de tijolo. Contudo, os analistas alertam que juros reais ainda elevados, incertezas fiscais e a volatilidade do cenário eleitoral exigem seletividade nas escolhas. Não é a primeira vez que o portal aborda a diversificação de ativos imobiliários, como na cobertura anterior sobre tokenização de crédito imobiliário, reforçando a importância de estratégias equilibradas entre recebíveis e imóveis físicos.
Com informacoes de Money Times.

