Kate Bush revela os 10 álbuns que considera os melhores de todos os tempos
Kate Bush construiu uma das carreiras mais icônicas da história da música britânica. Desde o fim dos anos 1970, a cantora e compositora se destacou ao combinar pop, rock e experimentação em canções que desafiavam as convenções da indústria fonográfica. Com interpretações teatrais, narrativas literárias e uma abordagem quase operística dos arranjos, ela desenvolveu uma identidade artística que influenciou gerações de músicos.
Assim como se tornou a artista favorita de muitos, Bush também teve seus próprios ídolos. Algumas dessas influências são previsíveis quando se analisa sua discografia, como Pink Floyd e David Bowie. Outras revelam um interesse por sonoridades que ultrapassam os limites do rock e do pop.
Em 1980, durante o lançamento de Never for Ever, seu terceiro álbum de estúdio, a cantora revelou uma lista com dez de seus discos favoritos. A seleção foi recuperada pela Far Out Magazine em 2024 e inclui trabalhos dos Beatles, Stevie Wonder e Frank Zappa, além de gravações de folk tradicional, jazz experimental e música de concerto. Entre os títulos estão Blow Boys Blow, de A.L. Lloyd e Eran MacColl; Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles; Blue Jeans and Moonbeams, de Captain Beefheart; The Secret Life of Plants, de Stevie Wonder; e Treasures of the Baroque Era, da National Iranian Chamber Orchestra.
Uma das escolhas mais esperadas é The Wall, do Pink Floyd. Seu amor pela banda é pessoal: ela escreveu que o álbum a faz lembrar do Natal passado e das lareiras acesas, e que gostaria de tê-lo escrito. Amiga próxima de David Gilmour, que a ajudou a apresentar suas primeiras demos às pessoas certas e coproduziu seu álbum de estreia, Bush mantinha um relacionamento de carinho com a banda.
Outra escolha pessoal é One of These Nights, dos Eagles. Ela relembrou que ouviu o disco até não aguentar mais enquanto estudava com Lindsay Kemp, professor de dança moderna que a ensinou a dançar e que também foi mentor de David Bowie. Quando recebeu seu primeiro adiantamento de gravadora, Bush gastou parte dele em aulas com Kemp. Ligada ao universo de Bowie, ela também incluiu Young Americans na lista.
Algumas escolhas trazem lembranças de infância. Bush citou Blow Boys Blow, de A.L. Lloyd e Eran MacColl, escrevendo: "Eu cresci ouvindo esse álbum". A lista também abre espaço para sons alternativos e culturais, com discos da Orquestra de Câmara da Rádio e Televisão Nacional Iraniana e do contrabaixista alemão Eberhard Weber.
Os grandes nomes do rock e do soul também marcam presença. Ela escolheu The Secret Life of Plants, de Stevie Wonder, que classificou como uma "sinfonia moderna" e uma opção mais emotiva. Os Beatles aparecem com Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, cuja justificativa é simples: "É um álbum com músicas excelentes". Por fim, unindo o gosto pelo rock clássico às escolhas mais inusitadas, ela falou sobre sua paixão por Frank Zappa e Captain Beefheart, excêntricos das décadas de 1960 e 1970.
Com informacoes de Rolling Stone Brasil.

