Juiz eleitoral autoriza retorno do site MasterWhats após desistência da coligação "Mais Bahia, Mais Brasil"
A suspensão do site MasterWhats ocorreu em razão de uma liminar concedida à coligação "Mais Bahia, Mais Brasil", que alegou que a plataforma divulgava conteúdo fabricado, simulando conversas inexistentes entre o senador Jaques Wagner e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou o bloqueio do domínio RecomendeMe, justificando que o órgão técnico não conseguia remover apenas a página específica que continha o suposto material irregular. O magistrado ressaltou que a liminar não avaliava o mérito final da questão, mas apenas o risco de dano imediato antes da contestação dos responsáveis.
Com a reativação, o MasterWhats continua funcionando como um simulador de interface de mensagens. Entre os diálogos exibidos, há registros da Operação Lava Jato de 2016 que envolvem o presidente Lula, sua filha Lurian e o advogado Roberto Teixeira.
Uma seção dedicada à ex‑presidente Dilma Rousseff transforma a transcrição de uma ligação telefônica famosa sobre um termo de posse em uma mensagem audiovisual.
A galeria do site inclui imagens recentes, como a do ministro Alexandre de Moraes desembarcando de um jatinho ligado ao grupo investigado no caso Master.
Até o momento, não foram encontradas mensagens diretas trocadas entre Jaques Wagner e Daniel Vorcaro. As informações disponíveis indicam que o contato entre os dois ocorria por intermédio dos empresários Guilherme Sodré e Augusto Lima. A própria plataforma MasterWhats inseriu avisos esclarecendo que determinados diálogos atribuídos ao senador baiano foram, na realidade, trocados com o presidente Lula em 2016. Especialistas que analisaram o código aberto confirmaram a ausência de mensagens diretas entre Wagner e Vorcaro.
Lucas Matheus, responsável pelo ecossistema onde o site está hospedado, anunciou que a plataforma está passando por manutenção técnica. O objetivo é aprimorar a identificação de participantes, destinatários e a origem documental dos arquivos, evitando confusões ou interpretações equivocadas. Matheus admitiu que a proposta de centralizar diferentes escândalos em um único local foi implementada de forma prematura, gerando ruídos sobre a veracidade dos diálogos. No futuro, o projeto pode mudar de nome para funcionar como um canal de transparência mais amplo e contará com uma ferramenta para denúncias de irregularidades.
O conteúdo foi produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar no tema, recomenda‑se a leitura da reportagem completa.
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Com informacoes de Gazeta do Povo.

