Juiz eleitoral autoriza retorno do site MasterWhats após desistência da coligação "Mais Bahia, Mais Brasil"

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 23/09/2026 19:40
Juiz eleitoral autoriza retorno do site MasterWhats após desistência da coligação "Mais Bahia, Mais Brasil"

Foto: via Gazeta do Povo

A suspensão do site MasterWhats ocorreu em razão de uma liminar concedida à coligação "Mais Bahia, Mais Brasil", que alegou que a plataforma divulgava conteúdo fabricado, simulando conversas inexistentes entre o senador Jaques Wagner e o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou o bloqueio do domínio RecomendeMe, justificando que o órgão técnico não conseguia remover apenas a página específica que continha o suposto material irregular. O magistrado ressaltou que a liminar não avaliava o mérito final da questão, mas apenas o risco de dano imediato antes da contestação dos responsáveis.

Com a reativação, o MasterWhats continua funcionando como um simulador de interface de mensagens. Entre os diálogos exibidos, há registros da Operação Lava Jato de 2016 que envolvem o presidente Lula, sua filha Lurian e o advogado Roberto Teixeira.

Uma seção dedicada à ex‑presidente Dilma Rousseff transforma a transcrição de uma ligação telefônica famosa sobre um termo de posse em uma mensagem audiovisual.

A galeria do site inclui imagens recentes, como a do ministro Alexandre de Moraes desembarcando de um jatinho ligado ao grupo investigado no caso Master.

Até o momento, não foram encontradas mensagens diretas trocadas entre Jaques Wagner e Daniel Vorcaro. As informações disponíveis indicam que o contato entre os dois ocorria por intermédio dos empresários Guilherme Sodré e Augusto Lima. A própria plataforma MasterWhats inseriu avisos esclarecendo que determinados diálogos atribuídos ao senador baiano foram, na realidade, trocados com o presidente Lula em 2016. Especialistas que analisaram o código aberto confirmaram a ausência de mensagens diretas entre Wagner e Vorcaro.

Lucas Matheus, responsável pelo ecossistema onde o site está hospedado, anunciou que a plataforma está passando por manutenção técnica. O objetivo é aprimorar a identificação de participantes, destinatários e a origem documental dos arquivos, evitando confusões ou interpretações equivocadas. Matheus admitiu que a proposta de centralizar diferentes escândalos em um único local foi implementada de forma prematura, gerando ruídos sobre a veracidade dos diálogos. No futuro, o projeto pode mudar de nome para funcionar como um canal de transparência mais amplo e contará com uma ferramenta para denúncias de irregularidades.

O conteúdo foi produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar no tema, recomenda‑se a leitura da reportagem completa.

Outros temas relacionados que foram mencionados na mesma fonte incluem:

  • Simulador do WhatsApp de Vorcaro volta ao ar após coligação de Jaques Wagner desistir da ação.
  • Mendonça mira caixa‑preta do inquérito das fake news, mas pode ter acesso limitado.
  • Quem é Walfrido Warde, que fez proposta “matadora” para livrar Moraes da Magnitsky.
  • Messias bate‑boca com Andrei na frente de Lula por suspeita de espionagem no caso Master.
  • Lula festeja Dirceu nas urnas enquanto Palocci continua banido após delatar o PT.
  • WhatsApp e Telegram: as regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp; ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Com informacoes de Gazeta do Povo.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

Cobre o que o Brasil está buscando agora: famosos, esporte, tech, games e virais.