Jeddah Tower, futuro maior arranha‑céu do mundo, deve alcançar 1 km de altura e contar com mais de 100 andares e 59 elevadores

Por Tainá Ribeiro Alves em Rio Verde, GO 02/11/2026 20:00
Jeddah Tower, futuro maior arranha‑céu do mundo, deve alcançar 1 km de altura e contar com mais de 100 andares e 59 elevadores

Foto: via CNN Brasil

Jeddah Tower, em construção na Arábia Saudita, tem previsão de conclusão em 2028 e será o maior arranha‑céu do planeta, ultrapassando a marca de 1 km de altura.

O investimento estimado para o empreendimento chega a US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões, e o edifício será de uso misto, abrigando hotel de luxo, escritórios, apartamentos mobiliados, condomínios de alto padrão e o observatório mais alto do mundo.

O projeto foi concebido pelo arquiteto americano Adrian Smith, conhecido por ter projetado o Burj Khalifa, e o site oficial do arquiteto indica que a altura da torre exige um dos sistemas de elevadores mais avançados do planeta.

O complexo contará com 59 elevadores – 54 de um único andar e cinco de dois andares – além de 12 escadas rolantes. Os elevadores que atendem o observatório alcançarão velocidade de 10 metros por segundo nos dois sentidos.

Em 2024, a Jeddah Economic Company (JEC), consórcio responsável pelo desenvolvimento, confirmou a meta de entrega para 2028. Até 2017, a obra já estava cerca de um terço concluída, mas entrou em paralisação por sete anos.

A interrupção ocorreu após a campanha anticorrupção liderada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que resultou na detenção de presidentes do principal empreiteiro e de um conglomerado cofinanciador, gerando centenas de interrogatórios por suspeita de corrupção.

Entre as figuras detidas estava Bakr bin Laden, presidente da Saudi Binladen Group, principal empreiteiro da torre e meio‑irmão de Osama bin Laden. Ele foi libertado em 2021, três anos após a prisão, e a empresa familiar, que também detém participação no projeto, foi recontratada para concluir as obras.

A pandemia de Covid‑19 também contribuiu para o atraso na retomada dos trabalhos.

Em entrevista à CNN em 2018, Hisham Jomah, então diretor de desenvolvimento da JEC, afirmou que o projeto está mudando a mentalidade da cidade de Jeddah, tradicional porta de entrada para Medina e Meca, ao criar uma cidade independente onde os moradores não precisariam sair. Jomah faleceu posteriormente.

As informações foram fornecidas por Oscar Holland, da CNN Internacional.

Com informacoes de CNN Brasil.

Tainá Ribeiro Alves

Sobre o Autor: Tainá Ribeiro Alves

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