Jeddah Tower, futuro maior arranha‑céu do mundo, deve alcançar 1 km de altura e contar com mais de 100 andares e 59 elevadores
Jeddah Tower, em construção na Arábia Saudita, tem previsão de conclusão em 2028 e será o maior arranha‑céu do planeta, ultrapassando a marca de 1 km de altura.
O investimento estimado para o empreendimento chega a US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões, e o edifício será de uso misto, abrigando hotel de luxo, escritórios, apartamentos mobiliados, condomínios de alto padrão e o observatório mais alto do mundo.
O projeto foi concebido pelo arquiteto americano Adrian Smith, conhecido por ter projetado o Burj Khalifa, e o site oficial do arquiteto indica que a altura da torre exige um dos sistemas de elevadores mais avançados do planeta.
O complexo contará com 59 elevadores – 54 de um único andar e cinco de dois andares – além de 12 escadas rolantes. Os elevadores que atendem o observatório alcançarão velocidade de 10 metros por segundo nos dois sentidos.
Em 2024, a Jeddah Economic Company (JEC), consórcio responsável pelo desenvolvimento, confirmou a meta de entrega para 2028. Até 2017, a obra já estava cerca de um terço concluída, mas entrou em paralisação por sete anos.
A interrupção ocorreu após a campanha anticorrupção liderada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que resultou na detenção de presidentes do principal empreiteiro e de um conglomerado cofinanciador, gerando centenas de interrogatórios por suspeita de corrupção.
Entre as figuras detidas estava Bakr bin Laden, presidente da Saudi Binladen Group, principal empreiteiro da torre e meio‑irmão de Osama bin Laden. Ele foi libertado em 2021, três anos após a prisão, e a empresa familiar, que também detém participação no projeto, foi recontratada para concluir as obras.
A pandemia de Covid‑19 também contribuiu para o atraso na retomada dos trabalhos.
Em entrevista à CNN em 2018, Hisham Jomah, então diretor de desenvolvimento da JEC, afirmou que o projeto está mudando a mentalidade da cidade de Jeddah, tradicional porta de entrada para Medina e Meca, ao criar uma cidade independente onde os moradores não precisariam sair. Jomah faleceu posteriormente.
As informações foram fornecidas por Oscar Holland, da CNN Internacional.
Com informacoes de CNN Brasil.

