Jair Cunha relembra infância com Gabriel Bontempo ao ser convocado para a Seleção Brasileira
Quando Jair Cunha e Gabriel Bontempo se encontraram na tarde de terça‑feira, em Brisbane, na Austrália, a memória dos tempos de base no Santos voltou com força total.
Os dois, recém‑convocados por Carlo Ancelotti para a primeira data FIFA que define a Seleção rumo à Copa de 2030, eram meninos de 10 anos que dividiram casa e sonhos na categoria de base do Peixe, numa história de solidariedade e amizade que o tempo confirmou.
Já na pré‑adolescência, Jair, natural de Uberaba, Minas Gerais, mudou‑se para Santos, enquanto Bontempo, de Orlândia, São Paulo, chegou à base do clube. A oportunidade de jogar não incluía moradia, e a família de Bontempo abriu as portas para a jovem promessa de dez anos.
“Morei com o Bontempo no primeiro ano pelo Santos. Meus pais não tinham condição de se mudar e isso me ajudou muito. O Bontempo é uma pessoa muito importante na minha vida. Se não fosse ele, talvez eu não estivesse aqui”, declarou Jair após a convocação.
Os dois dividiram o vestiário da Vila Belmiro por quase uma década, até que Jair foi vendido ao Botafogo no início de 2025. Pouco mais de um ano e meio depois, os amigos reencontraram‑se como apostas de Ancelotti no processo de renovação da Seleção, tanto para a principal quanto para o projeto olímpico de Los Angeles‑2028.
Atualmente no Nottingham Forest, Jair vive sua primeira temporada como titular na Inglaterra, tendo sido titular absoluto em cinco partidas na zaga, o que lhe rendeu a surpresa da convocação.
“Eu sabia da possibilidade porque estava na pré‑lista, mas passa um filme na cabeça por parecer um sonho tão distante. Ouvir o treinador da Seleção falando o meu nome entre tantos craques é muita felicidade. Por isso, fiquei um pouco em choque, demorou para cair a ficha”, afirmou o zagueiro.
Campeão brasileiro da Série B pelo Santos em 2024, Jair foi comprado pelo Botafogo por 12 milhões de euros no início de 2025, jogou apenas seis meses e foi vendido pelo mesmo valor ao Forest após a Copa do Mundo de Clubes, trajetória que faz sua passagem pela Seleção parecer quase natural.
“Na minha vida, as coisas aconteceram sempre muito rápido. Desde a base, fui pulando de categoria. Comecei no Santos e em pouco tempo fui vendido, o mesmo aconteceu do Botafogo para a Europa. Eu deixo nas mãos de Deus. O que for para ser, será”, completou.
Além de Jair, Raphinha assume protagonismo na Seleção após frustração na Copa, Estêvão volta a sorrir e evita conflito com Xabi Alonso, reforçando o elenco para os próximos compromissos.
Com Jair entre os nove estreantes, o Brasil encara a Austrália na próxima sexta‑feira, às 7h (horário de Brasília), em Townsville, no primeiro amistoso após a Copa do Mundo de 2026. Os australianos serão adversários novamente na terça‑feira, dia 29, em Brisbane. Em seguida, a Seleção viaja para a Índia, onde enfrentará a seleção local em Calcutá, no dia 3 de outubro.
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Com informacoes de ge.

