Itaú BBA reduz preço‑alvo da Sabesp após queda de R$ 17 bi no valor de mercado, mas mantém recomendação de compra
Nas últimas semanas o debate em torno da Sabesp (SBSP3) ganhou novo contorno depois dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). O Itaú BBA, banco de investimentos que já analisou outras companhias como o Nubank, passou a questionar se a reação do mercado está alinhada com as mudanças nos fundamentos da empresa.
Segundo o banco, custos operacionais mais altos, um ritmo de captura de eficiência abaixo do esperado e investimentos que não entregaram o retorno projetado no curto prazo forçaram uma revisão das projeções. O preço‑alvo da ação foi reduzido de R$ 34,00 para R$ 33,10, o que ainda representa um upside de 39% em relação ao fechamento anterior, registrado em 21 de agosto. Por volta das 14h36 (horário de Brasília) a ação avançava 1,43%, cotada a R$ 24,09.
O ponto central da análise é o aumento de despesas de R$ 800 milhões, que o BBA divide igualmente entre receitas e custos. Apenas 20% a 25% desse montante deve permanecer na base de custos de longo prazo, gerando um impacto recorrente estimado entre R$ 170 milhões e R$ 200 milhões. Essa pressão resulta em cerca de R$ 3,3 bilhões de destruição de valor, contrastando com os aproximadamente R$ 17,5 bilhões que foram eliminados do valor de mercado da Sabesp.
O banco observa que o sell‑off parece precificar uma deterioração mais persistente na execução e na rentabilidade de longo prazo do que as premissas revisadas indicam. Apesar de identificar um padrão sazonal – e não linear – na execução de despesas de capital (capex), o Itaú BBA não detecta mudança estrutural na tese de investimento. As revisões ao EBITDA são relevantes no curto prazo, mas permanecem modestas frente à correção de preço, sobretudo porque a estimativa inclui itens não recorrentes e repassáveis.
Mesmo com a correção, o Itaú BBA mantém a recomendação de compra para as ações da Sabesp, reforçando que revisões de preço‑alvo não significam necessariamente revisão do valor intrínseco da companhia. Não é a primeira vez que o banco ajusta suas projeções, como já demonstrado na sua análise anterior da Nubank, que também manteve posição positiva apesar de alterações nas metas de preço.
Com informacoes de Money Times.

