Haddad acusa privatizações "açodadas" em São Paulo e promete renegociar contratos da Sabesp e CPTM
Em entrevista ao programa “Balanço Geral”, da TV Record, o ex‑ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a denunciar o que chama de agenda de privatizações “açodada” promovida pela atual gestão do estado.
Haddad ressaltou que, após a privatização, a Sabesp (SBSP3) projeta triplicar o volume de receitas em apenas dois anos, mas que esse crescimento ocorre “às custas da população”. Segundo o petista, a conta de água aumentou, o serviço piorou e a empresa se tornou uma das principais reclamações registradas no Procon.
O ex‑ministro também apontou as privatizações das linhas de trem da CPTM, afirmando que “precisamos renegociar esses contratos” porque, na visão dele, “esses empresários não podem ganhar o que estão ganhando”.
Na esfera econômica, Haddad acusou o Estado de São Paulo de conceder inúmeros benefícios fiscais a empresários que, segundo ele, “não precisam” desses incentivos.
Sobre a educação, Haddad criticou a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele elogiou diversos prefeitos que, segundo o candidato, merecem ser saudados pela qualidade do Ensino Fundamental, mas afirmou que o Ensino Médio, sob responsabilidade estadual, “está patinando”. O petista ainda destacou que “praticamente metade dos professores não passou por concurso” e apontou a infraestrutura das escolas como segunda providência necessária, prometendo, se eleito, recolocar o Ensino Médio paulista entre os melhores do país.
Na segurança pública, Haddad reconheceu que há “confusão” sobre sua posição em relação ao combate ao crime organizado. Ele defendeu a distinção entre traficantes e dependentes químicos, classificando o primeiro como autor de crime hediondo ao usar vulneráveis para vender drogas. O candidato também denunciou a “cortina de fumaça” de promessas de aumento de penas, argumentando que a impunidade – com menos de 5% dos crimes sendo punidos – é o que realmente gera mais violência.
Com informacoes de Money Times.

