Itaú BBA recomenda carteira de 800 ações globais via ETFs e BDRs com retorno anual de 23%
O Itaú BBA lançou uma carteira que agrupa mais de 800 ações de empresas ao redor do mundo, distribuídas em 11 fundos de índice que podem ser adquiridos diretamente na bolsa brasileira.
Os 11 fundos são organizados em 11 pacotes e permitem ao investidor brasileiro acessar setores estratégicos como inteligência artificial (IA), semicondutores, defesa, saúde e energia para data centers, sem precisar abrir conta no exterior.
Quatro desses fundos são BDRs de ETFs estrangeiros, enquanto os sete restantes são geridos por gestoras nacionais, o que possibilita a compra de todos os papéis em reais, via B3.
A alocação da carteira é 71% fora do Brasil, concentrada principalmente nos Estados Unidos e em mercados asiáticos ligados à indústria de semicondutores. O restante está investido em ações brasileiras que pagam dividendos, além de empresas dos setores financeiro e de materiais básicos.
De acordo com a equipe de análise, 41% da carteira está focada em temas que devem ganhar relevância nos próximos anos: IA, semicondutores, defesa, saúde e infraestrutura energética para data centers.
Apesar da diversificação temática, a maior parte do portfólio está investida no índice S&P 500, que reúne as 500 maiores companhias dos EUA.
Nos últimos três anos, os 11 fundos de índice entregaram um retorno acumulado de 92,3%, o que equivale a 23,3% ao ano. No mesmo período, o S&P 500 em dólar subiu 69,9% e o Ibovespa avançou 46%.
A volatilidade anualizada da carteira ficou em 12%, abaixo dos 15% observados no Ibovespa e dos 14,8% do S&P 500, reforçando o argumento de menor risco.
Os ETFs continuam em alta: no segundo trimestre de 2026, o número de investidores cresceu 34% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 862 mil pessoas físicas, segundo a B3. Uma pesquisa da Planejar mostrou que as buscas por fundos de índice aumentaram 313,68% no último ano.
As taxas de administração dos ETFs que compõem a carteira variam entre 0,10% e 0,59% ao ano, muito inferiores aos cerca de 2% cobrados pelos fundos de ações tradicionais, além de taxa de performance.
Os ETFs não têm come‑cotas; o imposto de renda de 15% incide apenas no momento da venda da cota na bolsa, permitindo que o capital composto trabalhe por mais tempo. Os dividendos são reinvestidos automaticamente pelo fundo.
Os BDRs de ETFs dão acesso a fundos internacionais sem a necessidade de abrir conta no exterior, simplificando ainda mais a estratégia para quem busca diversificar fora do Brasil.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

