Itaú Unibanco finaliza alocação de R$ 8,4 bilhões do primeiro leilão do Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil, programa criado pelo governo federal em 2024 para ampliar o financiamento de projetos com impacto ambiental e socioeconômico positivo, realizou até o momento quatro leilões que mobilizaram cerca de R$ 140 bilhões, com um quinto leilão lançado em maio.
O Itaú Unibanco anunciou a conclusão da alocação dos R$ 8,4 bilhões aprovados no âmbito do primeiro leilão, distribuídos entre projetos de saneamento, transição energética, bioeconomia, economia circular e infraestrutura sustentável. No primeiro certame, o Itaú foi a instituição financeira com o maior volume de recursos contemplados, captando R$ 1,35 bilhão diretamente pelo programa e mobilizando outros R$ 7,05 bilhões em capital privado.
De acordo com Luciana Nicola, diretora de relações institucionais e sustentabilidade do Itaú, a conclusão representa um marco ao demonstrar a capacidade do programa de transformar recursos mobilizados em investimentos efetivos para a transformação ecológica do país. Ela também destacou que, ao longo dos leilões realizados, mais de R$ 41 bilhões foram contemplados ao banco, e que o Eco Invest evoluiu em escopo e sofisticação, incorporando temas como recuperação de áreas degradadas e instrumentos financeiros inovadores, como o equity sustentável.
O banco estruturou 16 operações no primeiro leilão. Na área de saneamento e economia circular, foram incluídos projetos da Sabesp, superiores a R$ 2 bilhões, e da Aegea, no valor de R$ 500 milhões, voltados à expansão e modernização de sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto.
Na transição energética, o Itaú apoiou a Coamo com R$ 400 milhões e a São Martinho com R$ 500 milhões para produção de etanol de milho, ampliando a oferta de biocombustíveis de menor intensidade de carbono. Também foram estruturadas operações com a Volkswagen, nas tranches de R$ 531 milhões e R$ 469 milhões, e com a EDP (Energias de Portugal), de R$ 400 milhões, focadas em eficiência energética, modernização industrial, digitalização de redes elétricas e redução de perdas.
No segmento de bioeconomia, as operações destacaram a Bracell, com R$ 802 milhões, e a Suzano, com R$ 907 milhões, para fortalecer cadeias produtivas de base renovável e práticas de manejo florestal sustentável.
Projetos de infraestrutura produtiva mais resiliente foram contemplados com recursos para o Grupo Boticário (R$ 375 milhões) e para a Eurofarma (R$ 419 milhões), ambos focados em eficiência energética e hídrica, redução de emissões e adaptação climática.
Luciana Nicola informou que o Itaú já está avançando na alocação dos recursos dos leilões subsequentes – R$ 3,875 bilhões no segundo leilão e R$ 29,250 bilhões no terceiro – porém, devido às diferentes características e ritmos dos instrumentos, ainda não há previsão de conclusão para essas alocações.
Na avaliação do banco, o principal potencial do Eco Invest reside na capacidade de escalar o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil, utilizando recursos públicos de forma catalítica para mobilizar volumes significativamente maiores de capital privado, o que cria condições para ampliar investimentos de longo prazo em setores estratégicos para o desenvolvimento do país.
Com informacoes de UOL Economia.

