Imóvel, dinheiro parado, IPO da Shein e os principais motores dos mercados
Investir em imóveis ainda é visto como porto seguro no Brasil, e a renda de aluguel costuma complementar o orçamento familiar ou servir como fonte de aposentadoria, mas a realidade apresenta custos como reformas, impostos, vacância e inadimplência que podem comprometer a rentabilidade.
Com a taxa Selic em patamares elevados, surge a dúvida recorrente entre proprietários: manter o bem ou vendê‑lo para aplicar o capital em opções de renda fixa mais atrativas?
O dinheiro que permanece sem aplicação sofre dois efeitos simultâneos: a inflação corrói seu poder de compra e o investidor deixa de ganhar rendimentos. Recentemente, investidores pessoa física receberam até R$13 bilhões provenientes do vencimento do Tesouro IPCA+ 2026; para um patrimônio de R$100 mil, isso representa R$465,90 de retorno bruto que ficou na conta nos últimos dias para quem não reinvestiu.
Como destacou a repórter Monique Lima, há diversas alternativas de investimento para perfis variados, permitindo que o capital seja redirecionado de forma mais eficiente.
Na esfera internacional, os Estados Unidos intensificaram a hostilidade contra o Irã ao realizarem novos ataques ao Estreito de Ormuz, provocando forte alta nos preços do petróleo na segunda‑feira, 31 de agosto.
Nas bolsas asiáticas, o pregão encerrou sem direção clara, mas se destacou o PMI industrial da China, que superou expectativas, a queda das ações da BYD apesar de lucro recuperado no segundo trimestre, e a oferta pública inicial da Shein, que captou US$1,7 bilhão na fase de fixação de preço em Hong Kong, com estreia prevista para amanhã.
Os mercados europeus abriram em direções opostas enquanto investidores aguardam os indicadores de inflação e desemprego da zona do euro, divulgados na terça‑feira, além dos dados do PMI de agosto.
Nos Estados Unidos, os futuros de Nova York apontam para um início de semana em queda, sinalizando perdas nos principais índices.
No Brasil, as eleições continuam no centro do debate, com as pesquisas eleitorais BTG/Nexus e Atlas divulgadas nesta manhã e as propostas dos candidatos analisadas ao longo do fim de semana.
A agenda econômica nacional também está em movimento: o Ministério do Planejamento e Orçamento enviou ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027.
Em novidade para pessoa física, a TotalPass firmou parceria que permite assinantes do dr.consulta contratar planos de academia sem vínculo empregatício, oferecendo acesso a mais de 2 mil academias.
O “rei dos dividendos”, Luiz Barsi, tem sua ação favorita incluída na cobertura do BTG; ele detém 24 % das ações preferenciais e integra o conselho, embora a instituição tenha dúvidas quanto ao potencial de crescimento da companhia.
Robert Kiyosaki, autor de “Pai Rico, Pai Pobre”, revelou uma dívida de US$1,2 bilhão, alegando que o uso estratégico da dívida seria a chave para acumular riqueza.
A C&A (CEAB3) prepara uma “colheita” de caixa que, segundo o Itaú BBA, pode impulsionar a ação em mais de 120 %; a varejista pretende acelerar a abertura de lojas, dobrar a participação digital e manter investimentos até 2030.
Em Brasília, a “taxa das blusinhas” e a escala 6×1 serão decididas nesta semana, a tempo de influenciar a campanha eleitoral, enquanto a PEC da Segurança Pública e o tema das terras raras também permanecem na pauta do Congresso Nacional.
Com informacoes de Seu Dinheiro.

