Ibovespa Futuro Recua com Alta do Petróleo e Tensão no Oriente Médio
O Ibovespa Futuro começa o dia em baixa, pressionado pela alta dos preços do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Essa alta reacende preocupações com uma possível pressão inflacionária global, o que pode limitar o espaço para cortes de juros nas principais economias. Às 9h04, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto caía 0,32%, aos 178.160 pontos.
Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram ter atacado dois navios-tanque sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no abastecimento global de petróleo junto com o fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã. Enquanto isso, os militares dos Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã por ordem do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de ofensivas norte-americanas e provocando novas retaliações iranianas.
O petróleo tipo Brent era negociado em cerca de US$98 por barril, deixando o patamar psicológico de US$100 ao alcance. Os mercados acionários também começavam o dia sob pressão de resultados decepcionantes da fabricante de chips STMicroelectronics, que provocaram uma queda de 15% em suas ações, enquanto o mercado continuava assimilando o plano da Alphabet de aumentar seus gastos com IA em mais US$15 bilhões neste ano.
Na agenda nacional, a Weg realiza teleconferência após divulgar um balanço do segundo trimestre acima das expectativas do mercado e que, segundo analistas, acalmou os investidores em relação ao desempenho para o ano como um todo. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa em São Paulo de encontro com investidores e empresários organizado pelo Banco BTG Pactual, e às 19h concede entrevista ao vivo à TV Bandeirantes.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recuava 0,56%, S&P Futuro caía 0,56% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,79%. O dólar futuro operava com alta de 0,30%, aos R$ 5,085. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com alta em sua maioria, com o índice Kospi, da Coreia do Sul, subindo quase 4%, impulsionado pela SK Hynix e pela Samsung.
Com informacoes de InfoMoney.

