História do Crime: assassinato de Isabella Nardoni, a menina de 5 anos jogada do 6º andar pelo pai e pela madrasta
O assassinato de Isabella Nardoni, de cinco anos, ocorrido em março de 2008, chocou o país ao ser jogada do sexto andar de um prédio na zona norte de São Paulo.
Na noite de 29 de março de 2008, a criança encontrava‑se no apartamento compartilhado pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Jatobá, quando a janela do sexto andar foi arrombada e a menina caiu, vindo a óbito.
A perícia constatou que a tela de proteção da janela havia sido cortada, indicando que a queda não foi acidental; o laudo do Instituto Médico‑Legal apontou asfixia e sinais de agressão antes da queda.
Vestígios de sangue foram encontrados no trajeto entre o carro da família e o apartamento, e marcas no pescoço da vítima foram consideradas compatíveis com as mãos da madrasta; outro achado sugeriu que a criança foi carregada por alguém com altura semelhante à do pai.
A versão inicial de Alexandre e Anna Carolina – de que um invasor teria entrado no imóvel e jogado Isabella pela janela – foi descartada, pois não foram encontrados indícios de arrombamento ou de escalada de muro.
Com base nas evidências, ambos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado; o julgamento ocorreu em março de 2010, durou cinco dias e mobilizou multidões em frente ao fórum de São Paulo.
Alexandre Nardoni recebeu pena de 31 anos, 1 mês e 10 dias, além de fraude processual; Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e 8 meses, ambas cumpridas no Complexo Penitenciário de Tremembé.
Anna Carolina permaneceu cerca de nove anos em regime fechado, passou ao semiaberto em 2017 e, em 2023, obteve autorização para cumprir o restante da pena em liberdade.
Alexandre Nardoni ficou aproximadamente 11 anos em regime fechado, progrediu para o semiaberto em 2019 e, em 2024, passou ao regime aberto.
O caso permanece como um dos homicídios que mais impactaram a sociedade brasileira, sendo revisitado na 14ª edição da série \"História do Crime\", exibida no GloboPop – aplicativo gratuito de vídeos curtos verticais da Globo – que permite ao público acompanhar o desdobramento da investigação.
Com informacoes de G1.

